O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), projeto de lei (PL) que determina a divulgação em larga escala do Ligue 180, o serviço telefônico de denúncias de violência contra a mulher. O projeto já tinha passado pela Câmara e segue para sanção do presidente da República.Segundo o projeto aprovado, o serviço deve ser divulgado pelo governo federal em meios de comunicação de massa, locais públicos e privados de grande circulação de pessoas. É o caso de escolas, casas de espetáculos e outros locais de diversão, órgãos públicos, hospitais e meios de transporte de massa.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!“A ampliação da divulgação do serviço proposta pelo projeto mostra-se medida de elevada pertinência e impacto social”, afirmou a relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). “[A medida] contribui diretamente para ampliar o conhecimento da população sobre esse canal, facilitando o acesso das vítimas e potencializando a efetividade das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher”, acrescentou a relatora.O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher, um serviço gratuito do Governo Federal destinado a receber denúncias e orientar mulheres em situação de violência. O canal funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser utilizado para denunciar casos de violência doméstica e familiar, violência sexual, assédio, perseguição e outras formas de violência contra mulheres. Além de receber as denúncias, o serviço presta informações sobre os direitos das mulheres e faz o encaminhamento dos casos aos órgãos competentes, quando necessário.A iniciativa foi criada em 2005 pelo governo federal. Em duas décadas de funcionamento, a central já realizou cerca de 16 milhões de atendimentos em todo o país, segundo o Ministério das Mulheres..O DN Brasil é o braço do Diário de Notícias dedicado à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Governo brasileiro reforça mecanismos para atendimento de vítimas de violência de gênero no exterior.No mês da mulher, crescem alertas sobre os riscos de tráfico de brasileiras para Portugal e Europa