Lucinete Freitas morava na Amadora e trabalhava como babá - patroa está presa, acusada do crime.
Lucinete Freitas morava na Amadora e trabalhava como babá - patroa está presa, acusada do crime.Foto: DR

"Motivada pelo desejo de vingança". Brasileira é acusada pelo MP por matar babá

A pena máxima de prisão é de 25 anos, caso seja condenada.
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A patroa suspeita de matar a babá brasileira Lucinete Freitas, na Amadora, agiu por "vingança" e queria afastar a imigrante da família. Esta é a tese do Ministério Público (MP) português, que acusou Ilderlane Ferreira de quatro crimes: homicídio qualificado, detenção de arma proibida, profanação de cadáver e falsidade informática.

"Movida pelo desejo de vingança, a arguida elaborou um plano que visou afastar a vítima do seu seio familiar, formulando então o propósito de lhe tirar a vida", diz a acusação, citada pelo CM. O crime aconteceu em dezembro do ano passado na área metropolitana de Lisboa.

Segundo o MP, a acusada chegou a se passar por uma antiga amiga da vítima para obter informações por meio do WhatsApp. Lucinete Freitas foi morta com golpes na cabeça. A arma do crime, ainda de acordo com a acusação, foi um bloco de cimento de 25 quilos.

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O corpo foi encontrado vários dias após o crime, escondido entre por baixo de objetos. A investigação aponta ainda que, depois do homicídio, a suspeita pegou o telefone da vítima e fingiu ser Lucinete, enviando mensagens ao marido dizendo que viajaria para o Algarve. Ela foi presa pela Polícia Judiciária (PJ) poucos dias após o corpo da brasileira ser localizado.

Se for condenada por todos os crimes, Ilderlane pode ficar até 25 anos presa. A brasileira segue atrás das grades enquanto aguarda o julgamento.

Lucinete era natural do Ceará e tinha 55 anos. Estava em Portugal havia poucos meses e chegou ao país com um visto de procura de trabalho, em busca de melhores condições financeiras e de mais segurança. O marido e o filho, de 14 anos, estavam se preparando para deixar o Brasil e viver em Portugal com ela.

O corpo de Lucilnete foi transladado pelo Governo de Ceará após quase se esgotar o prazo para retirada da posse das autoridades. A família tentou arrecadar recursor por meio de campanha online, mas não conseguiu atingir todo o valor. Diante da comoção que o caso suscitou, o governador decidiu ajudar.

Este assassinato reacendeu o debate sobre o translado de corpos em casos de mortes inesperadas. O DN Brasil já divulgou diversas campanhas online criadas por familiares em situações semelhantes, especialmente quando a pessoa manifesta, em vida, querer ser enterrada no Brasil.

amanda.lima@dn.pt

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