Foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão o brasileiro que matou a facadas o jovem Manuel de Oliveira Gonçalves, conhecido como Manu, em Braga. A leitura da sentença ocorreu na tarde desta terça-feira, 17 de junho.Matheus Marley Machado, de 28 anos, também foi condenado à expulsão do país, mas somente após o cumprimento integral da pena em Portugal. A condenação foi pelos crimes de homicídio qualificado e posse de arma proibida. O brasileiro também terá de pagar 227 mil euros aos pais de Manu.O imigrante aguardava a decisão da justiça em prisão preventiva. O julgamento levou seis meses para ser concluído e teve início em janeiro deste ano.De acordo com o documento de acusação do Ministério Público (MP), Manu foi morto ao confrontar o brasileiro por adulterar a bebida de uma jovem. O caso aconteceu em 12 de abril do ano passado, no Bar Académico da Universidade do Minho, em Braga.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsAppManu era aluno do 12.º ano da Escola Secundária Dona Maria II e era conhecido pelos amigos por ser uma pessoa querida e prestativa. O assassinato do jovem causou comoção em Braga e em todo o país.Além disso, o caso motivou discussões sobre a presença de imigrantes em Portugal sem a documentação necessária. O DN Brasil apurou que Matheus Marley Machado já havia recebido uma notificação para deixar o país, mas permanecia em território português. Ele foi preso em Viana do Castelo e, segundo a Polícia Judiciária (PJ), preparava-se para fugir.O brasileiro também já havia sido preso nos Estados Unidos. Ainda segundo o Correio da Manhã, ele foi investigado por um caso de estupro no Porto. No entanto, a investigação não teve prosseguimento porque a vítima desistiu do processo.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Brasileiro que matou ex-companheira em Portugal condenado a 20 anos de prisão e expulsão do país.Líder do PCC sai da prisão em Portugal após esgotar prazo de prisão preventiva