A resposta sobre o tema foi dada quando ele foi questionado se concordava com a adoção de mais políticas migratórias.
A resposta sobre o tema foi dada quando ele foi questionado se concordava com a adoção de mais políticas migratórias.Foto: José Sena Goulão / Lusa

Governador do Banco de Portugal defende atração de imigrantes "licenciatura, mestrado, doutoramento"

Declaração de Álvaro Santos Pereira ocorreu durante a apresentação do boletim da economia de Portugal relativo ao ano de 2025.
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“Também é importante, como em outros países, tentar atrair mais imigrantes com licenciatura, mestrado e doutorado”, disse o governador do Banco de Portugal (BdP), Álvaro Santos Pereira. Ele falava durante a apresentação do boletim econômico de Portugal relativo ao ano de 2025.

A resposta sobre o tema foi dada quando ele foi questionado se concordava com a adoção de mais políticas migratórias. Além disso, destacou que “talvez valha a pena ter uma política ativa de imigração, tentar identificar previamente os setores” em que há mais necessidades e atrair pessoas para essas áreas.

No caso da comunidade brasileira, não é incomum que as pessoas tenham mestrado, doutorado ou outras qualificações certificadas. No entanto, a burocracia para a revalidação dos diplomas exclui esses profissionais do mercado de trabalho, como vários estudos já apontaram.

De acordo com um relatório apresentado em 2025, 42% desses profissionais com “formação superior avançada”, ou seja, acima da especialização, estão trabalhando fora da área de formação em Portugal. Além disso, mais de 56% das pessoas ouvidas não conseguiram revalidar o diploma no país.

Os dados apresentados sobre a força de trabalho imigrante já são conhecidos: em 2025, cerca de 1,13 milhão de estrangeiros estavam registrados na Segurança Social, sendo, em sua maioria, trabalhadores com contrato ou trabalhadores independentes (recibos verdes).

Brasileiros e brasileiras continuam sendo a maioria da comunidade estrangeira trabalhadora no país, com 38%. As demais nacionalidades no ranking são as do sul da Ásia — Índia, Bangladesh, Nepal e Paquistão —, com cerca de 19%, e as dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), com 14%.

O governador do banco salientou que a conclusão do estudo é que “os trabalhadores estrangeiros estão em Portugal para trabalhar, atuando em diversas atividades”, independentemente da nacionalidade. Por fim, ressaltou que, entre os imigrantes, há menos prestações sociais e pensões do que entre os nacionais; são indivíduos com idade média de 33 anos e estão envolvidos em várias atividades profissionais.

*Com informações da Lusa

amanda.lima@dn.pt

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