Brasileiras vítimas de violência no exterior "podem buscar seus direitos até o fim", defende Luiza Brunet

Em entrevista ao DN Brasil, a atriz e ativista revela como utiliza a própria experiência, por ter sido vítima de violência doméstica, para ajudar mulheres em outros países a "saírem de problemas".

Modelo, atriz, empresária, bem sucedida e vítima de violência doméstica. Depois de ter exposto a situação que viveu dentro de um casamento, Luiza Brunet tem atuado pela defesa dos direitos das mulheres no Brasil e não só.

"Eu tenho falado não só em Portugal, mas em vários outros consulados brasileiros e também embaixadas do Brasil, e o que eu faço é uma roda de conversa para trazer essas mulheres para uma reflexão mais calorosa, eu conto a minha história de violência e faço com que elas se encorajem a contar também essas histórias", afima em entrevista ao videocast Radar DN Brasil.

Reconhecendo a fragilidade que as conterrâneas que vivem no exterior enfrentam, Luiza tem participado de diversas iniciativas nos EMUB, os Espaços Mulher Brasileira, projetos que funciona dentro de alguns consulados-gerais do Brasil, como o de Nova York e Lisboa.

"É muito importante que o consulado também ouça essas mulheres e possa dar para elas uma forma de elas saírem de algum tipo de problema que ela tenha para resolver, seja passaporte, seja a violência doméstica, problemas de retirada de filhos. Essa parceria é maravilhosa, são palestras que elas entendem mais, porque quando você é vítima você fala com mais propriedade, o especialista ele fala de outra forma. Para mim é maravilhoso poder trazer essas mulheres para esse lugar, essa compreensão de que elas têm direitos, que elas podem buscar os seus direitos até o fim", enfatiza a atriz.

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Sendo 2026 um ano eleitoral no Brasil, Luiza Brunet defende que a garantia dos direitos da mulheres seja cada vez mais um tema político.

"Eu acho que vai ser um tema, até porque a maioria dos deputados, dos que são os candidatos, falam sobre isso, porque isso alavanca os homens também. Então, é muito importante que eles assumam esse compromisso, de fato, se forem eleitos, porque, senão, é mais uma frustração para as mulheres. O que a gente sonha é que, realmente, esse entendimento da violência contra a mulher seja resolvido por esses gestores, né? Não seja só um tópico de campanha".

O videocast Radar DN Brasil foi gravado durante o XIV Fórum de Lisboa, nos dias 1, 2 e 3 de junho, com apoio da Fundação Getúlio Vargas e da FGV Justiça. Acompanhe pelo site do DN Brasil e canais no YouTube e Spotify.

O DN Brasil é o braço do Diário de Notícias dedicado à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil.
Luiza Brunet em entrevista ao DN Brasil.
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