Resposta foi enviada pelo gabinete do ministro António Leitão Amaro.
Resposta foi enviada pelo gabinete do ministro António Leitão Amaro.Reinaldo Rodrigues

Comprovantes. Governo afirma que realizou reuniões com entidades para que documentos sejam reconhecidos

Reposta foi enviada pelo Ministério da Presidência ao Parlamento, após pedido de informação do deputado Fabian Figueiredo - a partir de notícia do DN / DN Brasil.
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O Ministério da Presidência informou ao Parlamento que foram realizadas reuniões com órgãos públicos para que os comprovantes de renovação sejam aceitos. A resposta foi enviada após um requerimento do Bloco de Esquerda, na sequência de uma notícia divulgada pelo DN/DN Brasil.

"A AIMA informou manter reuniões com diversas entidades públicas (IMT e ISS, estando prevista reunião com a SPMS), confederações empresariais e ordens profissionais (Advogados, Solicitadores e Agentes de Execução e Contabilistas Certificados), assim como com a Associação Portuguesa de Bancos, com o objetivo de reforçar a interpretação uniforme da validade dos documentos", consta na resposta. A SPMS é a sigla para Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

O Governo também afirma que os comprovantes "têm plena validade jurídico-administrativa". No entanto, como o jornal já revelou em diversas reportagens, vários órgãos da administração pública não aceitam o documento e exigem o cartão físico.

A situação se agrava com os sucessivos atrasos no envio dos títulos de residência já renovados. Os comprovantes emitidos pela Estrutura de Missão estão válidos até 15 de abril, e não há confirmação de que todos os cartões sejam entregues a tempo.

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Ainda na resposta enviada ao partido, o Governo citou que, "durante governos anteriores, cidadãos estrangeiros viram-se na contingência de aguardar longos anos para que sequer fossem analisados seus pedidos de autorização de residência/manifestação de interesse, sem qualquer documento e sem direitos reconhecidos". Também destacou que muitos cartões são devolvidos e não são retirados pelos imigrantes. A AIMA está convocando por e-mail aqueles que tiveram o cartão devolvido.

Os comprovativos não são novidade para os imigrantes. Na verdade, acompanham-nos, literalmente, desde 2020. Havia um decreto-lei, publicado em Diário da República, que validava os documentos caducados, mas que também não era reconhecido por entidades públicas e privadas. Este problema foi reconhecido pela Provedoria de Justiça, que por diversas vezes alertou o Governo para os prejuízos causados aos imigrantes. No relatório divulgado no ano passado, classificou os decretos como “insuficientes”.

amanda.lima@dn.pt

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