Seja em 2024, em 2025 ou na semana passada, ao ouvir imigrantes na fila da loja dos Anjos, em Lisboa, os relatos são os mesmos.
Seja em 2024, em 2025 ou na semana passada, ao ouvir imigrantes na fila da loja dos Anjos, em Lisboa, os relatos são os mesmos.Foto: Leonardo Negrão

Três anos após criação da AIMA, imigrantes ainda enfrentam dificuldades para obter informações

A AIMA terá, nas próximas semanas, um novo presidente: César Teixeira. O atual vogal vai substituir Pedro Portugal Gaspar, que ocupa o cargo há dois anos.
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Em outubro de 2025, no aniversário de dois anos da Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA), o DN / DN Brasil escrevia que os imigrantes enfrentavam dificuldades de comunicação com a agência. Passado um ano, o mesmo problema persiste.

Aliás, esta tem sido uma das principais dificuldades enfrentadas pelos imigrantes desde a criação da AIMA, há três anos. Seja em 2024, em 2025 ou na semana passada, ao ouvir imigrantes na fila da loja dos Anjos, em Lisboa, os relatos são os mesmos: ir pessoalmente é a única maneira de tentar obter informações, depois da falta de respostas por telefone e por e-mail.

O DN Brasil apurou, junto de fontes da agência, que uma nova fase será iniciada em breve, com maior aposta nos meios digitais. Para os funcionários ouvidos pelo jornal para esta reportagem, há esperança de mais investimentos em tecnologia para agilizar o volume de trabalho, que "é enorme", dizem.

Neste momento, os casos de reagrupamento familiar representam o maior volume de trabalho. Na semana passada, mais de cinco mil casos foram agendados. "Todos os pedidos de reagrupamento familiar que estavam em condições de ser atendidos estão agendados", disse uma fonte da AIMA ao jornal.

O Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) prevê 135 milhões de euros para a agência, um aumento de 38,6% em relação aos 97,4 milhões de euros previstos para 2026. O jornal apurou que o plano de integração prevê várias medidas relacionadas com a digitalização e a comunicação com os imigrantes.

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No OE2027, está escrito que "a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I.P. (AIMA) continuará a ser dotada dos meios humanos e tecnológicos necessários a decisões tempestivas, à redução da burocracia e ao reforço da confiança no sistema de entrada e permanência dos imigrantes, assegurando a sua eficácia e o pleno respeito pela lei e pelos direitos de quem procura Portugal".

Alguns passos de digitalização nesse sentido já foram dados, como a implementação de um sistema de inteligência artificial para classificar os e-mails, enquanto as respostas continuam a ser dadas pelos funcionários da agência. Também foram criados mecanismos no site para acompanhar o estado dos processos, que deverão ser aperfeiçoados, sabe o DN Brasil.

A AIMA terá, nas próximas semanas, um novo presidente: César Teixeira. O atual vogal vai substituir Pedro Portugal Gaspar, que ocupa o cargo há dois anos. O Governo considera tratar-se de uma "nova fase", focada na integração, após a recuperação da maior parte das pendências antigas.

amanda.lima@dn.pt

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