Uma parcela significativa afirmara pretender permanecer definitivamente no país de destino (44,2%).
Uma parcela significativa afirmara pretender permanecer definitivamente no país de destino (44,2%).Foto: Canva

Por que os brasileiros deixam o Brasil? Trabalho lidera, mas segurança e qualidade de vida também pesam

Entre os entrevistados com ensino superior, 43,6% têm graduação, 24,3% pós-graduação lato sensu, 9,5% mestrado e 3,1% doutorado.
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A busca por trabalho e oportunidades profissionais é o principal motivo apontado por brasileiros para deixar o país, mas não é a única razão que pesa na decisão de emigrar. Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra que família, estudo, segurança e qualidade de vida também têm peso importante na decisão de construir uma vida no exterior.

Do total, 22,4% apontaram trabalho e oportunidades profissionais como uma das razões para deixar o Brasil. Na sequência aparecem motivos familiares e afetivos (18%), estudo e formação (16,8%), segurança e violência (14,9%) e qualidade de vida (13,1%).

A pesquisa também mostra que oito em cada dez participantes têm pelo menos graduação. Entre os entrevistados com ensino superior, 43,6% têm graduação, 24,3% pós-graduação lato sensu, 9,5% mestrado e 3,1% doutorado.

Uma parcela significativa afirmara pretender permanecer definitivamente no país de destino (44,2%), enquanto 26,9% ainda não sabem por quanto tempo ficarão. Entre os demais, 16,4% planejam permanecer de um a cinco anos, 6,5% por mais de cinco anos antes de voltar e 5,9% pretendem retornar em menos de um ano.

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Outra das conclusões é que "não existe uma única experiência migratória" do Brasil. "Os brasileiros pesquisados chegaram ao exterior por diferentes caminhos e movidos por diferentes razões. São, em grande parte, pessoas em idade produtiva e com elevada escolaridade, que combinam trabalho, formação, empreendedorismo e projetos familiares na construção de suas trajetórias fora do país", destaca o documento.

Foram ouvidos 7.472 brasileiros em 21 países, incluindo Portugal. Aliás, foi o mais mais representativo da pesquisa, com 666 pessoas participantes. A investigação foi realizada entre 2019 e 2023 e coordenada pelo professor Eduardo Picanço Cruz.

Encerrada este fase do projeto, uma nova já foi iniciada. Em 2026, o grupo de pesquisa iniciou uma outra rodada internacional, "preservando a comparabilidade com os levantamentos anteriores". Foram incorporadas também novas questões sobre trabalho, formação, empreendedorismo e reconstrução da vida no exterior. O link para participar já está disponível.

amanda.lima@dn.pt

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