Pix está operacional em oito países, incluindo Portugal, Espanha e França.
Pix está operacional em oito países, incluindo Portugal, Espanha e França.Bruno Peres / Agência Brasil

Pix chega a oito países no exterior. Em Portugal, método de pagamento brasileiro deve ser integrado ao MB Way

Na Europa, também a Espanha e a França já aceitam o Pix. Serviço segue em expansão internacional e resiste aos ataques dos Estados Unidos.
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Método de pagamento mais utilizado do Brasil na atualidade, o Pix segue o seu caminho de expansão internacional e está operacional em oito países: Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França.

"A funcionalidade é possível por meio de parcerias entre instituições financeiras, fintechs brasileiras e empresas de câmbio autorizadas", explica o Governo Federal no anúncio sobre o alcance do serviço, destacando ainda uma das principais vantagens para quem paga com Pix no exterior. "A nova forma de pagamento evita o IOF cobrado nas compras internacionais feitas com cartão de crédito", escreve.

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Quando um lojista adere ao serviço, o cliente com conta bancária no Brasil pode pagar com Pix através da leitura de um QR Code diretamente pelo aplicativo do seu banco. O valor na moeda estrangeira é automaticamente convertido para reais e fica visível na máquina de pagamento.

Em Portugal, o modo de pagamento do Brasil começou a ser disponibilizado em finais de 2024, com expansão até hoje. O Pix está presente em grandes superfícies comerciais do país, como a rede de supermercados Continente, as lojas do shopping El Corte Inglés, sapatarias, farmácias e vários outros tipos de estabelecimentos.

Em breve, o sistema deverá ser integrado ao MB Way, o método de pagamento instantâneo mais popular entre os portugueses. Diferente do Pix, que é uma criação do Banco Central do Brasil, o MB Way é um produto privado e depende da existência de um cartão bancário associado a uma conta. Conforme o DN Brasil antecipou, até o final deste ano, a PagBrasil, empresa de tecnologia especializada em soluções para pagamento online, promete avançar na Europa com a operacionalização o seu mais novo produto, o RoamingPay, um serviço que conecta sistemas de pagamento regionais através dos QR codes e vai fazer com que brasileiros em Portugal possam pagar através do Pix ou do aplicativo do seu banco no Brasil mesmo que o comerciante local ofereça apenas as opções do MB way ou multibanco nacional.

O sucesso do Pix é lido como uma ameaça pelo Governo norte-americano e o serviço se tornou alvo da administração de Donald Trump, sendo utilizado, inclusive, como justificativa para a imposição do tarifaço contra o Brasil. O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), num relatório, acusou a tecnologia brasileira de prejudicar “injustamente” as empresas dos EUA que prestam serviços de pagamento eletrônico, como as gigantes financeiras MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay.  

Por sua vez, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou o Pix como um dos principais responsáveis pela transformação do sistema financeiro brasileiro.

caroline.ribeiro@dn.pt

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