O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, cujas exportações cresceram 58,4%, alcançando US$ 9,9 bilhões.
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, cujas exportações cresceram 58,4%, alcançando US$ 9,9 bilhões. Foto: Canva

Exportações do Brasil para a Europa crescem 43,9% e impulsionam superávit comercial em junho

Exportações crescem 24,9% e saldo sobe 66,6% em um ano
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As exportações brasileiras para a Europa cresceram 43,9% em junho, o maior avanço entre os principais mercados compradores do país. O desempenho ajudou a impulsionar a balança comercial brasileira, que registrou superávit de US$ 9,8 bilhões no mês, resultado 66,6% superior ao de junho de 2025.

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações no total somaram US$ 36,3 bilhões, alta de 24,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. As importações chegaram a US$ 26,5 bilhões, crescimento de 14,4%, enquanto a corrente de comércio — soma das exportações e importações — atingiu US$ 62,8 bilhões, o maior valor já registrado para um mês na série histórica.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que ainda é cedo para medir os efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia sobre as vendas brasileiras, mas disse que já há relatos de maior interesse de importadores europeus por produtos do Brasil.

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Entre os destinos das exportações, a Ásia permaneceu como principal mercado, com compras de US$ 17,4 bilhões, alta de 29,9%. A Europa aparece em seguida, com US$ 6,4 bilhões em importações de produtos brasileiros e crescimento de 43,9%. As vendas para a América do Norte totalizaram US$ 4,9 bilhões (+8,5%) e, para a América do Sul, US$ 3,9 bilhões (+7%).

Mesmo em meio às negociações para evitar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, as exportações para os Estados Unidos cresceram 3,7% entre maio e junho. O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, cujas exportações cresceram 58,4%, alcançando US$ 9,9 bilhões. A indústria de transformação exportou US$ 18 bilhões, alta de 14,7%, enquanto a agropecuária somou US$ 8,1 bilhões, avanço de 18%.

Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado estão o petróleo bruto, com crescimento de 78,9%; os combustíveis, 88,8%; a carne de aves, 62,4%; a carne bovina, 39,2%; a soja, 17,3%; o minério de ferro, 20%; os animais vivos, 208,8%; e o algodão bruto, 64,1%.

No acumulado do primeiro semestre, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 42,4 bilhões. As exportações somaram US$ 184,8 bilhões, alta de 11,5%, enquanto as importações alcançaram US$ 142,4 bilhões, crescimento de 5,1%.

Diante do desempenho do comércio exterior, o MDIC revisou para cima a projeção para 2026. A expectativa é de que o superávit comercial alcance US$ 90 bilhões, acima da estimativa anterior, de US$ 72,1 bilhões. A previsão para as exportações também foi elevada, passando de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões. Já o mercado financeiro, segundo o boletim Focus do Banco Central, projeta um saldo positivo de US$ 76,2 bilhões neste ano.

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