"Os investidores olharão seguramente para startups com talento como forma de investigar o seu portfólio de investimento", disse ao DN Brasil Sérgio Guerreiro, do Turismo de Portugal.
"Os investidores olharão seguramente para startups com talento como forma de investigar o seu portfólio de investimento", disse ao DN Brasil Sérgio Guerreiro, do Turismo de Portugal.Foto: Gerardo Santos

Brasil é terreno para startups portuguesas em busca de investimento

Uma chamada binacional foi lançada para startups na área do turismo.
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As startups portuguesas estão de olho no mercado brasileiro devido ao potencial de investimentos. A afirmação é de Sérgio Guerreiro, diretor de Estratégia e Conhecimento do Turismo de Portugal. "Os investidores olharão seguramente para startups com talento como forma de ampliar o seu portfólio de investimentos", disse ao DN Brasil durante o lançamento da “Conexão Luso-BR: Chamada Binacional de Inovação Aberta em Turismo – Brasil e Portugal”.

No Web Summit Rio de Janeiro, realizado no início do mês, as startups portuguesas conseguiram captar 20 milhões de euros em investimentos. "É um sinal de que há talento, oportunidade, receptividade e visão estratégica também do outro lado. Portanto, isso é positivo para todos", avalia o diretor de Estratégia e Conhecimento do Turismo de Portugal.

Segundo Guerreiro, o cenário internacional é importante não apenas para atrair investimentos, mas também para impulsionar o crescimento. "Esse salto proporcionado pela digitalização é, de facto, um passo importante e um desafio para todas as empresas do turismo, eu diria, em quase todo o mundo. Acho que também podemos aproveitar esse estímulo do contato com startups internacionais para continuar a crescer", explica.

Nesta chamada, cinco empresas portuguesas farão um intercâmbio no Brasil, enquanto cinco empresas brasileiras seguirão o mesmo caminho em Portugal. "Há também muita experiência em gestão e internacionalização que pode ser levada para o Brasil. Portanto, as ferramentas desenvolvidas pelas startups portuguesas seguramente terão esse impacto", ressalta.

O objetivo do programa é fortalecer a área de tecnologia no turismo. "O setor do turismo é um setor humano, de pessoas para pessoas, mas no qual a tecnologia pode ajudar a transformar problemas e trazer mais eficiência operacional", avalia Sérgio Guerreiro.

O diretor elogia a iniciativa, promovida pela Embratur e pelo Turismo de Portugal. "Há muitos anos trabalhamos com a Embratur em vários projetos. A inovação é uma oportunidade relativamente recente, mas uma oportunidade em que ambos temos a ganhar. Somos dois países que apostam no turismo e o enxergam como uma oportunidade de desenvolvimento. Há potencial de talento em ambos os países e há necessidade de ampliar as opções de soluções tecnológicas para o nosso setor", resume.

Como vai funcionar

O lançamento da chamada ocorreu na sede da ApexBrasil em Lisboa, com os detalhes do edital apresentados por Marcela Valença, diretora de operações do Cais do Porto. Inlusive, será no Cais do Porto o estágio das empresas brasileiras. O caminho inverso será no Porto Digital do Recife.

Marcela Valença, do Cais do Porto.
Marcela Valença, do Cais do Porto.Foto: Gerardo Santos

As entidades promotoras serão responsáveis pela “mobilização dos ecossistemas de inovação, pelo acompanhamento dos projetos selecionados e pela oferta de programas de soft landing (conjunto de serviços e apoios que ajudam uma empresa a internacionalizar-se de forma mais rápida, segura e com menor risco) nos mercados de destino”. A duração total do programa será de cinco meses. Uma live com explicações detalhadas sobre o edital será realizada no dia 25 de junho, às 18:00 de Lisboa (14:00 no Brasil). Detalhes aqui neste link.

amanda.lima@dn.pt

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