Brasil e Portugal deram mais um passo para integração, desta vez na área da adaptação às alterações climáticas, com foco nos seguros. Os dois países uniram-se para debater como "criar capacidade de deixar às gerações futuras uma sociedade mais resiliente", nas palavras de Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade.Esta tarde, 03 de junho, a seguradora promove o primeiro 1.º Fórum Brasil-Portugal de Seguros, em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), do Brasil. "Queremos aproximar nossos mercados seguradores", disse Campos Henriques, com o alerta de que as alterações climáticas "perderam um pouco de prioridade no debate" para causas como "geopolítica, defesa até de segurança energética".Segundo o CEO, este debate não pode se perder. "Nós estamos continuamente assistindo a fenómenos meteorológicos mais frequentes, mais severos, e a perdas económicas que também cada vez mais significativas", afirmou.Na visão de Henriques, o que está em discussão não é se as alterações climáticas vão causar impactos, mas sim, como lidar com isso. "O debate hoje em dia não é saber se estes desafios vão afetar ou não as nossas economias. Essa questão já está completamente ultrapassada. A questão é saber como é que nós nos adaptamos", destacou.Dois eventos climáticos com dimensões catastróficas foram citados: as enchentes no Rio Grande do Sul e a depressão Kristin."Embora em escalas distintas, ambos os eventos reforçaram a mesma lição", declarou Roberto Santos, presidente do CNSeg.. Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!Ambos ressaltam a importância dos seguros para mitigar os problemas, mas sabem dos desafios. "Para cumprir essa missão de forma eficaz, precisamos evoluir continuamente nossas capacidades técnicas, analísticas e institucionais. E é justamente nesse contexto que a cooperação entre Brasil e Portugal se torna especialmente valiosa. Podemos muito aprender em conjunto", complementou Roberto Santos.Como formas de cooperação, citou "ompartilhar experiências em modelagens e descrição de riscos climáticos, intercambiar boas práticas de prevenção e mitigação, aprofundar o uso de inteligência de dados e tecnologias emergentes, estimular a inovação no desenvolvimento de produtos e ampliar a apacidade de resposta diante de eventos extremos". Segundo o presidente, "mais do que enfrentar desafios semelhantes, temos a oportunidade de construir respostas conjuntas para desafios globais".Para Raimundo Carreiro, embaixador do Brasil em Lisboa, o fórum "traduz o espírito de cooperação, diálogo, construção conjunta, que caracteriza" as relações entre Brasil e Portugal. A declaração ocorreu no painel de abertura. O objetivo dos promotores do evento é realizar uma segunda edição no próximo ano.. amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Com dezenas de eventos em várias áreas, o Brasil está em Portugal nesta semana.Brasileiros mostram solidariedade e ajudam afetados pelas tempestades em Portugal