Custo de vida em Portugal segue alto no segundo semestre de 2026.
Custo de vida em Portugal segue alto no segundo semestre de 2026.Foto: Arquivo DN

Morar em Portugal ficou mais caro. Veja o guia atualizado do custo de vida no país

Seis meses depois do último levantamento do DN Brasil, moradia, supermercado e serviços continuam pressionando o orçamento das famílias. Entenda o que mudou e quanto custa viver hoje no país.
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Portugal continua entre os destinos preferidos dos brasileiros que decidem recomeçar a vida na Europa. Segurança, qualidade de vida, clima e facilidade com o idioma seguem pesando na decisão de milhares de pessoas todos os anos. Mas, se esses atrativos permanecem praticamente os mesmos, o custo de viver no país continua em trajetória de alta.

Em mais um Guia do Imigrante, o DN Brasil atualiza quanto custa morar em Portugal no segundo semestre de 2026 e explica onde estão os principais aumentos que afetam tanto quem chega quanto quem já vive por aqui.

No início deste ano, o DN Brasil mostrou que a inflação havia perdido força em relação aos anos anteriores, mas que despesas essenciais continuavam aumentando. Passados seis meses, o cenário pouco mudou. Embora a inflação permaneça controlada, os preços da habitação, alimentação e de vários serviços continuam elevados, obrigando muitas famílias a reverem o orçamento mensal.

Essa percepção também aparece entre os próprios portugueses. Segundo um recente Barómetro DN/Aximage, 39% dos entrevistados afirmam que sua situação econômica está pior do que há um ano, enquanto apenas 14% dizem ter melhorado. Além disso, 63% acreditam que o custo de vida continuará aumentando até o fim de 2026, demonstrando que a preocupação com o poder de compra não é exclusiva de quem imigrou para Portugal.

Habitação continua sendo o maior desafio

A moradia segue como o principal peso no bolso. Encontrar um imóvel para arrendar continua difícil, especialmente em Lisboa, Porto e nas cidades da Área Metropolitana destes municípios, onde a oferta permanece reduzida e a procura elevada.

Segundo os dados mais recentes do Idealista, Lisboa continua liderando o ranking das rendas mais caras do país, com preços médios superiores a €20 por metro quadrado. No Porto, os valores também seguem elevados, enquanto cidades que antes eram consideradas alternativas mais econômicas, como Braga, Aveiro, Leiria e Setúbal, registraram novos aumentos ao longo do primeiro semestre.

Na prática, um apartamento T1 dificilmente custa menos de €1100 por mês em Lisboa e já ultrapassa facilmente os €900 em diversas regiões do Porto. Para muitos brasileiros recém-chegados, o aluguel representa sozinho mais da metade da renda mensal, sem contar a necessidade de pagar vários meses adiantados.

Supermercado segue pressionando o orçamento

Depois da habitação, a alimentação continua sendo uma das despesas que mais pesam no dia a dia. Apesar de alguns produtos terem registrado estabilidade, carne, peixe, frutas, legumes e itens industrializados continuam acumulando aumentos graduais.

Hoje, um casal costuma gastar entre €450 e €550 por mês em supermercado, dependendo dos hábitos de consumo. Para reduzir despesas, cresce o número de consumidores que recorrem às chamadas marcas brancas, equivalentes às marcas próprias dos supermercados portugueses, além de promoções semanais e mercados locais.

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Contas da casa permanecem elevadas

As despesas com eletricidade, água, gás e internet também seguem consumindo uma parte importante do orçamento familiar. Embora não tenham ocorrido reajustes tão expressivos quanto os vistos nos últimos anos, a soma dessas contas continua significativa. Considerando um casal vivendo em um apartamento de um quarto, os gastos mensais costumam variar entre €180 e €240, incluindo energia, água, gás, telecomunicações e serviços essenciais.

Transporte continua entre os gastos mais previsíveis

Uma das poucas despesas que permanecem relativamente estáveis é o transporte público. O bilhete único, aqui chamado de passes mensais nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto continuam sendo uma das formas mais econômicas de deslocamento, normalmente entre €30 a €40 por pessoa, dependendo da modalidade escolhida.

Já quem depende do automóvel continua sentindo o impacto dos combustíveis, das portagens e dos custos de manutenção, que permanecem elevados em comparação com anos anteriores.

Quanto custa viver hoje em Portugal?

Considerando um casal sem filhos, vivendo de forma relativamente confortável, o orçamento mensal atualmente costuma variar entre €2200 e €2700, dependendo principalmente da cidade escolhida e do valor pago pela moradia.

Nessa estimativa entram aluguel, supermercado, contas da casa, transporte, internet, telefone, pequenos gastos com lazer e uma reserva para despesas imprevistas. Quem pretende estudar ou possui filhos em idade escolar deve ainda considerar custos adicionais, como as mensalidades (chamadas de propinas), material escolar e outras despesas específicas que representam outro gasto expressivo no dia a dia do imigrante.

O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil.
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