Terminou o regime de transição do reagrupamento familiar, e as novas regras já estão em vigor. Na prática, a mudança limita a possibilidade de famílias viverem juntas em Portugal. Para casais sem filhos, será necessário comprovar 15 meses de residência legal no país para ter direito ao pedido. A esse período soma-se ainda um prazo de espera de até nove meses para resposta da Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA).No caso de casais com filhos menores, o pedido pode ser feito de imediato, assim como para titulares de vistos altamente qualificados e de vistos gold. O Governo argumenta que, na prática, esse prazo de cerca de dois anos já existia. O objetivo, segundo o Executivo, é dar “expectativas reais” aos imigrantes.Para casos de reagrupamento de pais e mães, por exemplo, ainda não está claro como o processo funcionará na prática. Isso porque não há vagas disponíveis nem um site em que os pedidos possam ser feitos.O portal atual permite apenas solicitações de casais com filhos menores de 18 anos que já estejam em território nacional (embora, na semana passada, tenha passado a incluir também cidadãos da CPLP). Não há um prazo definido pelo governo para que o direito esteja plenamente operacional.A nova lei, que restringiu esses e outros direitos dos imigrantes, entrou em vigor em outubro de 2025. Entre as mudanças, estão o fim da possibilidade de solicitar autorização de residência pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a restrição dos vistos de procura de trabalho, que passam a ser destinados apenas a profissionais com “elevadas qualificações”. No entanto, seis meses depois, esse tipo de visto ainda não foi retomado, e não há definição sobre quais profissões se enquadram. A legislação foi aprovada com votos do PSD e do Chega.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Reagrupamento familiar para titulares de CPLP passa a ser permitido no portal da AIMA.Imigrantes estão prejudicados perto do fim do regime de transição do reagrupamento familiar