Quatro pessoas foram condenadas pela Justiça por participar de um esquema de legalização fraudulenta de imigrantes. Duas são ex-funcionárias do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e duas são advogadas, uma delas de nacionalidade brasileira. A notícia é do JN.O acórdão do Tribunal de Braga enumera mais de 150 imigrantes que entraram ilegalmente em Portugal e foram beneficiados pelo esquema. A maioria era brasileira. Os pedidos de autorização de residência eram apresentados com moradas falsas e documentos com carimbos fraudulentos. Contratos de trabalho, contratos de imóveis e descontos para a Segurança Social também eram falsificados.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!"Desde pelo menos 2017, Bárbara Braga e as duas outras arguidas, conhecendo as dificuldades e atrasos do SEF na apreciação dos pedidos de autorização de residência, desenvolveram uma estratégia para conseguir agendamentos rápidos e comprovativos de pedidos de regularização, mesmo quando os cidadãos não preenchiam os requisitos legais", consta no acórdão. As quatro condenadas foram julgadas por mais de uma centena de crimes de auxílio à imigração ilegal.Segundo os juízes, a advogada Bárbara Braga obteve um lucro de 73 mil euros com o esquema, enquanto a ex-funcionária do SEF Maria Antonieta Pedro arrecadou mais de 40 mil euros com os agendamentos rápidos. Bárbara Braga foi condenada a seis anos e oito meses de prisão, enquanto Maria Antonieta recebeu uma pena de dez anos de cadeia. A advogada brasileira Simone Marins e uma segunda ex-funcionária do SEF, Maria Fonseca, foram condenadas a penas em regime aberto.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é o braço do Diário de Notícias dedicado à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Brasileiros eram a maioria dos imigrantes em esquema milionário de regularização fraudulenta.PJ prende brasileiro por falsificação de centenas de contratos de arrendamento