Brasileiros eram a maioria dos clientes do esquema fraudulento de regularização de imigrantes. A informação é do diretor da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ), Avelino Lima. Ainda não está claro se todas essas pessoas sabiam que se tratava de um esquema criminoso ou se acreditavam estar pagando apenas por um serviço mais rápido.O grupo investigado se apresentava como "um prestador de serviços" que atuava dentro da lei, cobrando 200 euros por cada processo. Com os documentos obtidos de forma fraudulenta, "milhares de imigrantes, oriundos, sobretudo, do Brasil" conseguiram a regularização, afirmou Lima.Em cada caso, havia cobranças adicionais, como pela obtenção do Número de Identificação Fiscal (NIF), pela abertura de atividade ou pelo registro de contratos de trabalho em empresas. Muitos desses serviços são gratuitos ou não custam valores tão elevados.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!O esquema também envolvia a emissão de recibos verdes. Apenas uma das empresas envolvidas, pertencente ao empresário detido, foi responsável pela emissão de recibos no valor de 1,5 milhão de euros.Apenas uma das pessoas detidas "era representante [fiscal] de mais de 3.500 imigrantes". O grupo investigado era composto por 15 pessoas, entre elas um chefe das Finanças na região Centro, uma contadora e dois empresários. Quatro pessoas foram detidas e serão apresentadas à Justiça, que decidirá se responderão aos crimes em liberdade ou em prisão preventiva.A PJ estima que cerca de 10 mil imigrantes tenham contratado esses serviços, mas o número ainda pode aumentar. Alguns dos processos são de 2022, acrescentou o diretor.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é o braço do Diário de Notícias dedicado à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..PJ prende brasileiro por falsificação de centenas de contratos de arrendamento.Operação resgata oito brasileiras exploradas em boate e prende três pessoas