Planos de saúde com regras mais "flexíveis", adaptados ao perfil do cliente e com custo mais baixo. Para a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), este modelo deve ser adotado no Brasil, mas "a proposta infelizmente não tem avançado muito", é o que afirma o diretor-presidente da entidade, Dyogo Oliveira, em entrevista no videocast Radar DN Brasil.Para o representante das empresas, a adoção de um modelo parecido com Portugal permitiria aos usuários pagar menos por um plano de saúde. "O seguro de saúde no Brasil é relativamente mais caro do que aqui em Portugal. No entanto, é porque tem uma cobertura muito mais ampla. Em Portugal, normalmente, você tem um limite de valor segurado. Quando você contrata, você diz 'eu quero 100 mil euros por ano'. No Brasil, não tem limite. Seja quanto for que você gaste naquele ano, é tudo coberto pelo plano de saúde", explica.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!De acordo com Dyogo Oliveira, um modelo mais flexível no Brasil seria positivo para os clientes. "Seria muito mais correto você ter um plano de saúde adaptado para a necessidade da pessoa. Com flexibilidade, inclusive, para que você escolhesse. Essa tem sido a proposta do nosso setor, de desenvolver um sistema de saúde suplementar no Brasil que seja mais flexível. Hoje a gente está preso, amarrado em um produto padronizado, todos os planos são iguais. E acaba ficando elitista porque ele fica muito caro. Quanto mais você inclui rigidez, quanto mais você inclui cobertura em um produto de seguro, mais caro ele vai ficar".O videocast Radar DN Brasil foi gravado durante o XIV Fórum de Lisboa, nos dias 1, 2 e 3 de junho, com apoio da Fundação Getúlio Vargas e da FGV Justiça. Acompanhe pelo site do DN Brasil e canais no YouTube e Spotify..O DN Brasil é o braço do Diário de Notícias dedicado à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Justiça eleitoral brasileira prepara "reestruturação" para fiscalizar campanhas na esfera digital."Temos que nos afastar das redes sociais", diz especialista na área cultural do Brasil