A proposta é a mesma: levar música e cultura a vários espaços da cidade.
A proposta é a mesma: levar música e cultura a vários espaços da cidade. Foto: DR

MIMO. Festival promovido por brasileira muda de cidade e vai para Guimarães

Promovido por Lú Araújo, o Mimo é o maior festival gratuito do país. Edição deste ano será de 03 a 05 de julho.
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O festival Mimo está de casa nova. Depois de anos ocupando as ruas de Amarante, o evento muda-se para Guimarães. Promovido por Lú Araújo, o Mimo é o maior festival gratuito do país e celebra dez anos.

“No momento em que Guimarães é Capital Verde Europeia e em que o MIMO assinala uma década de presença em Portugal, o festival chega ao berço da nação e, logo no início do verão, promete uma edição especial, à medida, com uma programação irresistível, abrangente e de acesso gratuito — ou não fosse a acessibilidade uma das marcas do MIMO”, destaca o comunicado oficial.

A edição deste ano será realizada de 3 a 5 de julho, com a mesma proposta da cidade anterior: levar música e cultura a vários espaços urbanos. Praças, museus, parques, igrejas e ruas transformam-se em um grande palco musical. Os principais shows vão ocorrer no Campo de São Mamede.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, celebrou a iniciativa. “Guimarães conquistou o MIMO e isso é, para todos nós, a afirmação de Guimarães como cidade capaz de disputar, atrair e realizar grandes eventos de dimensão internacional”, afirmou.

“Receber o MIMO significa reforçar a nossa oferta cultural de excelência, abrir Guimarães ao mundo e trazer até nós milhares de visitantes, artistas, agentes culturais e públicos de diferentes geografias”, completou. Por reunir artistas de vários países, o festival também atrai fãs de diversas partes do mundo.

A brasileira Lú Araújo, fundadora e diretora do MIMO, destacou que a equipe trabalha “para desenhar um evento que vai encher de orgulho quem cá nasceu e escolheu viver e atrair milhares de pessoas à cidade que, mais do que vir para os concertos, o cinema ou as palestras, vêm viver Guimarães através dos olhos do MIMO”. A imigrante classificou a cidade como “viva, aberta e em diálogo com o mundo”.

Neste ano, além do festival musical, será realizado um festival de cinema, entre 27 de junho e 2 de julho. A programação será “internacional e dedicada à música enquanto expressão artística, social e política, com dez filmes entre longas e curtas-metragens, incluindo obras em estreia ou ainda inéditas no circuito comercial”.

Confirmações

Já o evento musical terá mais de 50 atividades. Os estilos serão variados: da música clássica à música antiga, das expressões contemporâneas aos sons africanos e da diáspora, do pop à eletrônica.

Entre os destaques estão nomes da música global, como Oumou Sangaré, do Mali; Tricky, pioneiro do trip hop; e o encontro inédito entre Daddy G, do Massive Attack, e Don Letts DJ Set, que cruza décadas de cultura sonora entre reggae, punk e eletrônica.

A programação também reúne nomes da música brasileira, como Fernanda Abreu, que celebra os 30 anos de Da Lata, marco na renovação do pop brasileiro, e Alaíde Costa, ao lado de Cristóvão Bastos e Mauro Senise, em uma presença rara que atravessa gerações e se estende do cinema ao palco.

A nova geração aparece com artistas como Melly, uma das vozes mais marcantes do R&B contemporâneo; Zé Ibarra, em afirmação autoral; e Unsafe Space Garden, projeto emergente da cena portuguesa. O Coletivo Gira, que se apresenta todos os sábados na Fábrica Braço de Prata, também está confirmado no evento.

amanda.lima@dn.pt

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