As mudanças propostas pelo Governo para o reagrupamento familiar atingem não só as regras para o pedido, mas também os prazos e as ações judiciais em caso de incumprimento. De acordo com o texto da lei, o prazo para decisão dos pedidos passará para nove meses, o triplo do tempo atual.É também previsto que este prazo de seis meses possa ser prorrogado em "em circunstâncias excecionais associadas à complexidade da análise do pedido". O novo prazo poderá ser de mais nove meses de espera.Consta ainda que a Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA) faça os agendamentos "atendendo à sua capacidade administrativa" e que a agência pode "divulgar publicamente essa organização e método de calendarização, para promover a previsibilidade para os requerentes".Sobre as ações judiciais "relativas às decisões ou omissões da AIMA", o novo texto da legislação prevê que "são propostas nos tribunais administrativos por intermédio de ações administrativas sob a forma de processo comum". Na prática, significa que não será um processo urgente, como ocorre neste momento.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!Apesar de na lei atual ser considerada emergencial, o alto volume de processos nos tribunais impede que as decisões sejam mais rápidas. Como o DN revelou esta semana, estão pendentes mais de 54.000 ações contra a AIMA. Para o despacho, existem seis juízes trabalhando exclusivamente nestas ações.As demais mudanças propostas já eram conhecidas: menores em território nacional podem ser reagrupados. No caso de adultos, como cônjuges, imigrantes com visto e procura de trabalho (apenas para altamente qualificados), blue card e de vistos gold podem solicitar o reagrupamento a qualquer momento. Para todos os demais, será preciso esperar um período de dois anos, a contar do momento em que tem um título de residência.A votação dos projetos começam na próxima semana no Parlamento. Depois das votações, que podem demorar consoante pedidos de análises em comissão, por exemplo, é preciso a sanção presidencial e publicação do Diário da República (DRE). Na próxima semana, o Chega terá uma reunião com o Governo para tentar buscar "um consenso" e aprovar as mudanças nesta lei e também na Lei da Nacionalidade.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Governo fecha as portas ainda mais à imigração. “Economia terá que se adaptar”, diz ministro.Estrutura de missão chega a meio milhão de imigrantes atendidos