A Coalizão Eólica Marinha é uma iniciativa do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) para tentar destravar os investimentos na produção de energia éolica offshore, aquela gerada em usinas em alto mar, no Brasil. O grupo elegeu Portugal para a primeira agenda internacional. Durante a passagem pelo país, a comitiva teve reunião com entidades portuguesas na sede do conselho, em Lisboa, e também visitou o parque eólico offshore que fica em Viana do Castelo.Segundo a presidente, Roberta Cox, o objetivo é unir representantes dos governos Federal e estaduais, acadêmicos e empresários para "buscar atuar em duas frentes: desbloquar as primeiras seções de área para estudar e ver se é possivel desenvolver as eólicas offshore e desenvolver um diálogo com a comunidade civil, para esclarecer, trazer explicações sobre o que é essa tipologia, como ela interage com os outros usos do mar, tentar clarificar ao máximo", explica no Radar DN Brasil.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!A coalizão foi formada depois que Conselho Nacional de Política Energética aprovou, em abril, o marco regulatório para exploração das eólicas offshore. De acordo com dados do Banco Mundial, até 2050 a expectativa é de que o Brasil possa movimentar mais de 900 bilhões de reais em investimentos neste setor."É nessa fase que a gente está. O decreto regulamentar está sendo trabalhado pelo Ministério de Minas e Energia. A gente tendo esse decreto, e tendo as primeira seções de áreas, os empreendedores vão poder estudar as áreas, colher dados primários, entender se tem viabilidade econômica, técnica e ambiental", completa a presidente.Em meio aos vários conflitos internacionais que geram crises cada vez mais intensas na produção de petróleo e gás, as energias renováveis são consideradas a principal oportunidade para que cada país possa alcançar a sua autonomia energética. Presente na reunião, o presidente do operador do Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel) pontua que “a matriz elétrica brasileira é praticamente renovável e Portugal, neste momento, incorpora cerca de 76% a 80% de energia renovável na sua produção de eletricidade”. Neste sentido, ressalta que “as nações que quiserem ter um papel na economia global e alguma coisa a dizer na sua soberania, quer política, quer energética, têm que tentar ser o mais independente possível”.O Radar DN Brasil vai ao ar todas as sextas-feiras, às 8h, pelos canais do DN Brasil no YouTube e no Spotify, com um balanço da semana e tudo o que interessa aos brasileiros em Portugal..O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Assista ao Radar DN Brasil desta sexta-feira, 29 de maio.Independência energética europeia depende da “incorporação de renováveis”