O governo brasileiro afirmou ter recebido "com surpresa" a decisão da União Europeia de proibir, a partir de setembro, a exportação de carnes e produtos de origem animal do país, alegando risco sanitário pelo uso de substâncias antimicrobianas.O veto foi anunciado poucos dias depois da entrada em vigor, de forma parcial, do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Em nota, o ministério da Agricultura e Pecuária afirmou que o Brasil detém "um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida", sendo, por isso, "o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu".No entanto, o bloco considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.Na análise da jornalista e escritora Iara Lemos, o veto tem relação com a insatisfação que o acordo Mercosul-UE gera no setor agropecuário em alguns países. "A medida foi capitaneada especialmente pela força dos produtores franceses, que sempre se mostraram contrários ao acordo, que demorou mais de 26 anos para sair do papel. Na França, o tratado entre o Mercosul e a União Europeu foi visto como uma afronta à produção local, que teme perdas bilionárias com a entrada dos produtos vindos do Mercosul. A tese é corroborada por outros países, como a Itália e a Irlanda", avalia Iara.Veja a análise completa no Radar DN Brasil.O Radar DN Brasil vai ao ar todas as sextas-feiras, às 8h, pelos canais do DN Brasil no YouTube e no Spotify, com um balanço da semana e tudo o que interessa aos brasileiros em Portugal..O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Vertente comercial de acordo UE-Mercosul entra em vigor.Assista ao Radar DN Brasil desta sexta-feira, 15 de maio