Os participantes defendem ainda a criação de parcerias institucionais que permitam certificar competências de migrantes, em modelos semelhantes a estágios profissionais,.
Os participantes defendem ainda a criação de parcerias institucionais que permitam certificar competências de migrantes, em modelos semelhantes a estágios profissionais,. Foto: Gerardo Santos

Qualificados, mas barrados: estudo revela obstáculos estruturais ao emprego de imigrantes em Portugal

Estudo do Pré-Fórum das Migrações traz recomendações para que imigrantes tenham mais acesso ao mercado de trabalho.
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Imigrantes em Portugal são qualificados, mas são barrados no mercado de trabalho. Esta é das conclusões de um estudo realizado pelo Pré-Fórum das Migrações|Portugal, que identificou "falhas estruturais nos processos de reconhecimento de competências". Os especialistas propõem são necessárias medidas como facilidade no reconhecimento de diplomas, menos burocracia e maior apoio das instituições públicas e consulares.

Foi elaborada uma série de recomendações para que as pessoas imigrantes possam ter mais acesso ao mercado de trabalho no país. Entre estas orientações, está a necessidade de definir de mecanismos automáticos de reconhecimento, a dispensa de apresentação de certificados de habilitações em contextos específicos (por exemplo, em cursos do programa Vida Ativa – QUALIFICA+ do IEFP) e a criação de exames específicos em inglês quando não haja acesso a diplomas.

Imigrantes em Portugal são qualificados, mas são barrados no mercado de trabalho. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pelo Pré-Fórum das Migrações | Portugal, que identificou "falhas estruturais nos processos de reconhecimento de competências". Os especialistas propõem medidas como maior facilidade no reconhecimento de diplomas, menos burocracia e maior apoio das instituições públicas e consulares.

Foi elaborada uma série de recomendações para que as pessoas imigrantes possam ter mais acesso ao mercado de trabalho no país. Entre essas orientações, está a necessidade de definir mecanismos automáticos de reconhecimento, a dispensa da apresentação de certificados de habilitações em contextos específicos (por exemplo, em cursos do programa Vida Ativa – QUALIFICA+ do IEFP) e a criação de exames específicos em inglês quando não houver acesso a diplomas.

"Os participantes defendem ainda a criação de parcerias institucionais que permitam certificar competências de migrantes, em modelos semelhantes a estágios profissionais, e a aceitação automática de diplomas de países de língua oficial portuguesa quando não estiverem em causa a saúde e a segurança dos utentes", destaca o comunicado.

Outro espaço em que a diferença pode ser feita é nas empresas e nos centros de emprego. "As conclusões apontam para políticas que promovam ativamente a diversidade, a criação de sistemas de incentivos fiscais e contributivos que reconheçam boas práticas empresariais e a implementação de campanhas de sensibilização junto aos departamentos de recursos humanos", ressalta o texto.

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Para Diaby Abdourahamane, consultor na ComParte, Portugal "continua a desperdiçar" o talento imigrante. “As conclusões mostram que Portugal tem talento, competências e experiência a entrar pelas suas fronteiras todos os dias, mas continua a desperdiçar esse potencial por falta de processos simples e respostas ajustadas", pontua.

Ao mesmo tempo, ele avalia que se trata de problemas com solução. "O que as conclusões nos mostram é que os obstáculos sentidos pelas pessoas migrantes são estruturais, conhecidos e perfeitamente solucionáveis. Reforçar o reconhecimento de competências, agilizar a entrada no mercado de trabalho e criar condições reais de participação é uma oportunidade estratégica para o país”, afirma.

O consultor ressalta ainda a necessidade de "reduzir a exploração e a discriminação e apoiar programas locais de jornalismo de soluções para divulgar casos positivos". O processo participativo também aponta medidas específicas que podem melhorar as respostas públicas, como maior eficiência dos serviços da Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA), redução da burocracia e dos custos associados à regularização e maior ligação entre universidades e o mercado de trabalho.

amanda.lima@dn.pt

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