A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve 53 imigrantes por permanência irregular em Portugal e notificou 106 imigrantes para abandono voluntário do território nacional. O resultado é fruto de operações realizadas pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) na área metropolitana do Porto.Os dados são referentes ao ano de 2025, sendo que a UNEF iniciou oficialmente as suas funções em agosto do ano passado. No total, agentes da PSP fiscalizaram 5.394 cidadãos estrangeiros em 517 operações policiais na região do Porto. As nacionalidades dos imigrantes não foram divulgadas.Além das detenções e notificações de abandono, foram realizadas dez detenções por crimes como falsificação de documentos, posse de arma proibida e crimes contra o patrimônio. Também foram identificados 233 cidadãos com diligências pendentes no Sistema de Informação Schengen (SIS), situação que ocorre quando há um pedido de título de residência recusado em um país do Espaço Schengen.Em entrevista ao DN / DN Brasil, quando a UNEF foi criada, o coordenador da unidade, João Ribeiro, afirmou que a prioridade nesses casos era o retorno voluntário. “Quem está em situação irregular — até porque temos uma percepção clara de onde estão os focos — é evidente que iremos realizar um processo inteligente de afastamento, dando oportunidade para que as pessoas optem pelo retorno voluntário, até porque há um apoio financeiro relacionado a esse retorno e, após a volta, um conjunto de entidades que ajuda a reiniciar a vida no país de origem. Portanto, lidar com quem está em situação irregular é algo que vamos cumprir; é a nossa missão afastar as pessoas que estejam nessa condição”, sublinha.A PSP também realizou operações em alojamentos ilegais. No total, foram identificados 56 alojamentos sem licença, ocupados por cerca de 900 imigrantes. De acordo com as autoridades policiais, os locais apresentavam diversas irregularidades, como “superlotação, ausência de condições mínimas de higiene e segurança, presença de pragas e inexistência de contratos de arrendamento”.Segundo comunicado da PSP, a UNEF “reforça a sua atuação diária na prevenção e repressão de atividades ilícitas ligadas à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos”. Outro foco é a fiscalização de habitações, voltada à “detecção de situações de vulnerabilidade social, frequentemente associadas a condições habitacionais precárias e dificuldade de acesso a um mercado de trabalho regulado, contribuindo para a prevenção da criminalidade associada a essas questões”.A Guarda Nacional Republicana (GNR) também tem realizado ações de fiscalização, principalmente no interior do país. São frequentes os relatos de imigrantes nas redes sociais sobre operações em locais de trabalho, como fábricas. Também são realizadas ações nas ruas para identificação de pessoas com documentos que permitem residir em Portugal.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Diretor da UNEF afirma que colaboração com a AIMA está "excelente".Imigrantes. Governo propõe eliminar notificação de abandono voluntário e aumentar tempos de detenção para até 18 meses