Foi aprovada, em primeira fase no Parlamento, a proposta de alterações que fecha as "últimas portas" para a imigração sem visto obtido no país de origem. A próxima etapa é a chamada discussão na especialidade, fase em que o texto ainda pode sofrer alterações. Depois, a proposta retorna ao plenário para votação final.Como o DN Brasil já noticiou, essa nova alteração acaba com duas possibilidades de regularização sem visto prévio: por meio de curso profissionalizante e por ter filho menor em território português. O Governo também incluiu na lei o fim do deferimento tácito e ampliou em mais 30 dias o prazo para análise do primeiro título de residência.O objetivo do Executivo liderado por Luís Montenegro é eliminar todas as possibilidades de imigração sem visto prévio. Esse movimento vem ocorrendo há mais de dois anos, com o fim das manifestações de interesse e a adoção de outras medidas.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!Para a aprovação nesta fase, o partido do Governo contou com a ajuda indireta do Chega, que se absteve, garantindo a aprovação da proposta. A discussão ocorreu durante dois dias: na quinta-feira, 11 de junho, foi realizado o debate sobre a proposta, enquanto a apreciação dos votos ocorreu nesta sexta-feira, 12 de junho.Votaram contra o texto todos os partidos à esquerda. Nas próximas etapas parlamentares, o Executivo não deverá ter dificuldades para aprová-lo, a exemplo do que ocorreu em outras propostas semelhantes. Depois, será necessária a promulgação pelo Presidente António José Seguro e a publicação no Diário da República (DRE).Ainda não há previsão para a nova apreciação em plenário. O DN Brasil apurou que o objetivo do Governo é ter as alterações em vigor até o fim de julho.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..Governo inverte lógica da migração: mais vistos nos consulados, menos pedidos no território