Projeto é desenvolvido pela Associação Fala Orgânica.
Projeto é desenvolvido pela Associação Fala Orgânica. Foto: Rute Vasconcelos

Projeto com brasileiros em Lisboa promove festival de poesia e celebra sete anos do Todo Mundo Slam

Evento gratuito promovido pela Associação Fala Orgânica decorre entre maio e julho, na Biblioteca de Alcântara - José Dias Coelho, com artistas do Brasil, Angola, Cabo Verde e Portugal.
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Formada por brasileiros e portugueses, a Associação Fala Orgânica promove, a partir de maio, o DUO Festival, um novo projeto dedicado à poesia falada e à performance, que assinala os sete anos do coletivo Todo Mundo Slam, em Lisboa e decorre até o mês de julho. Com encontros distribuídos ao longo de três meses, a iniciativa propõe sessões que cruzam diferentes linguagens artísticas - da música ao teatro -.a partir da palavra falada, reunindo artistas e público em torno da cena da poesia contemporânea.

“Depois de sete anos ativos com o Todo Mundo Slam, fazer um festival de performance e poesia legitima essa que sempre foi a nossa vontade: que a palavra falada se consolide cada vez mais como um gênero artístico em Portugal”, afirma a brasileira residente em Portugal, Maria Giulia Pinheiro, fundadora do projeto e diretora artística da Fala Orgânica. A programação se inicia no dia 2 de maio e segue até 11 de julho, com sessões quinzenais na Biblioteca de Alcântara - José Dias Coelho, sempre aos sábados à tarde.

Cada encontro reúne dois performers convidados, com apresentações de cerca de 30 minutos, explorando cruzamentos entre poesia e outras expressões artísticas. A proposta passa também por ampliar referências dentro da própria comunidade do slam. “Nosso desejo é que os slammers fiquem inspirados para criar mais e mais. Precisamos de poetas e faladores de poesia neste momento como nunca e como sempre”, acrescenta Pinheiro.

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O festival parte de um eixo curatorial centrado nas diferentes “línguas portuguesas”, reunindo artistas com trajetórias ligadas a países como Brasil, Angola, Cabo Verde e Portugal. “Em todas as atividades da FALA buscamos o atrito gentil das linguagens, seja entre poesia e performance, seja entre as diversas possibilidades das línguas portuguesas”, explica a diretora artística. Ao final de cada sessão, o público é convidado a participar de uma edição aberta de poetry slam, mantendo a dimensão participativa do projeto criado em 2019.

Além das apresentações, cada sessão contará com mediação do artista visual Gonçalo Antunes, que produzirá um retrato visual dos encontros, e com textos inéditos assinados por escritores convidados. “O nome ‘Duo’ representa também nossas dualidades e contradições. Essa brincadeira com o dual é uma forma de elogiarmos a linguagem do poetry slam: poesia e performance ao mesmo tempo”, diz Antunes. Ao final do ciclo, está prevista a edição de um livro com poemas de finalistas das edições do slam realizadas no âmbito do projeto.

A programação inclui nomes como o brasileiro João Innecco, com um trabalho inspirado na cultura popular, e Felipe Castro, com uma performance sobre resistência queer, além de artistas como Leonor Ribeiro, Zeus Atro, Fernando Kahombo e Vanessa Parish Crooks, entre outros.

Todas as sessões acontecem na Biblioteca de Alcântara - José Dias Coelho, em Lisboa, entre 2 de maio e 11 de julho, sempre a partir das 16h00. Após as apresentações, há poetry slam aberto ao público, com inscrições no local a partir das 15h30. A participação é gratuita, e a programação completa está disponível no site da Associação Fala Orgânica.

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