Democrata é aquele que defende a democracia. Mas nos Estados Unidos também dá nome a um partido político. A sigla, que usa a cor azul, protagonizou um verdadeiro tsunami eleitoral nesta semana, quando os democratas conquistaram o controle da Câmara e do Senado, em uma derrota prevista contra o presidente Donald Trump. A onda democrática tomou conta do mundo.No Brasil, não foi diferente. O segundo turno das eleições para a Presidência da República protagonizou uma virada tão histórica quanto o tetra do presidente Lula. É fato que talvez a minha geração não tenha mais tempo de ver um presidente da República ser eleito quatro vezes para comandar o Brasil.E a forma pela qual essa vitória foi construída também estará na história para o conhecimento das futuras gerações. Um exército digital foi formado. Mais de 10 milhões de pessoas acordaram, durante três semanas, obedecendo ordens de André Janones, deputado federal que comprou para si a responsabilidade de fazer a esquerda se comunicar com a juventude e com as massas. Janones furou a bolha e, com o apoio de milhares de soldados digitais, levaram Lula à vitória.O exemplo do exército de Lula foi tanto que já ganhou o mundo. Janones esteve nesta semana na Argentina onde esteve com diversas lideranças e com a ex-presidente Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar, mas é o grande nome da esquerda argentina. O exemplo de mobilização que foi vitorioso no Brasil vai ser replicado no Argentina. E não apenas lá. Na Europa também.Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez quer Janones ajudando a derrotar a extrema direita. Na França, a estratégia foi reproduzida por apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, fundador do partido França Insubmissa (LFI), que se prepara para disputar a eleição presidencial de 2027. A mobilização mostra que este não é apenas um movimento estruturado da esquerda: aponta que o farol que estava guiando a extrema direita, com seus discursos misóginos, machistas e preconceituosos, está a se quebrar. A onda democrática mostra que, seja direita ou esquerda, o que não se pode é colocar em xeque direitos humanos adquiridos a longas penas ao longo dos anos.Esse não é um posicionamento de direita ou esquerda. É um posicionamento em defesa dos direitos humanos. Que, esperamos, os eleitores em todo o mundo percebam a importância da manutenção dos direitos democráticos adquiridos para o sustento da própria democracia.. O DN Brasil é o braço do Diário de Notícias dedicado à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil..A virada do Brasil para o Mundo.Diplomatas brasileiras enviam carta à Lula e cobram mulher à frente do Itamaraty. Tebet é cotada.Flávio Bolsonaro esperado em conferência conservadora em Mar-a-Lago