De forma geral, a imagem e a reputação do Brasil são avaliadas de forma “moderada tanto pelo público interno quanto pelo público externo”.
De forma geral, a imagem e a reputação do Brasil são avaliadas de forma “moderada tanto pelo público interno quanto pelo público externo”. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Notoriedade e qualidade dos serviços constroem reputação internacional do Brasil, aponta estudo português

O estudo teve a participação de mais de 470 mil pessoas de 27 países para avaliar as forças e fraquezas do país pelos olhos de cidadãos, gestores e autoridades. O Brasil foi um deles.
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Quais são os atributos mais fortes que o Brasil tem para a construção de sua imagem e reputação? Notoriedade e familiaridade aparecem em primeiro lugar, seguidas pela qualidade de produtos e serviços, além da beleza, dos valores, da cultura e das tradições. Por fim, aparecem a exposição e a relevância internacional.

Essa é uma das conclusões do estudo “Brazil: Country Brand Image and Reputation”, promovido pela consultoria portuguesa OnStrategy. Esses atributos “acabam por ter grande exposição e relevância tanto em nível nacional quanto internacional e, dada a sua robustez, são geradores de admiração e confiança”, afirmou ao DN Brasil Pedro Tavares, coordenador do estudo.

Do lado negativo, o país apresenta fragilidades nas áreas de admiração e confiança, ambiente político, econômico e social, governo e liderança, além de estilo de vida e segurança. “Estas evidências são válidas e coincidentes tanto do ponto de vista interno como externo”, pontua Pedro Tavares.

Outra conclusão é que a imagem e a reputação do Brasil, de suas regiões e de suas áreas da economia são “sempre melhor avaliadas pelo público interno” do que pelo público externo. Mas, mesmo dentro do território nacional, há nuances. Segundo o estudo, contribuem positivamente para a construção da imagem e reputação do Brasil as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

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O consultor também explica os fatores que influenciam as diferentes visões interna e externa. “A perceção interna está sempre muito mais associada à realidade vivida, enquanto a perceção externa acaba por estar muito exposta à comunicação divulgada pelos diferentes meios de comunicação”, explica.

Assim, as notícias acabam influenciando diretamente a visão das pessoas. “Neste caso, acabam por ter mais destaque as notícias menos positivas, sobretudo as associadas ao ambiente político, econômico e social, além do estilo de vida e da segurança”, detalha.

De forma geral, a imagem e a reputação do Brasil são avaliadas de forma “moderada tanto pelo público interno quanto pelo público externo”. Dentro desse resultado, porém, a avaliação interna é considerada “praticamente robusta”.

Segundo Pedro Tavares, as informações do estudo podem servir como ferramenta para a tomada de decisões estratégicas. “Numa perspetiva externa ao país, permite a todos os outros terem um barómetro de perceções e aferir se a perceção, e no limite a experiência de cada um, está alinhada com a avaliação global”, destaca.

Além do Brasil, outros 27 países foram analisados, com a participação de mais de 470 mil pessoas. A pesquisa ouviu 192,4 mil cidadãos, gestores, jornalistas, influenciadores e autoridades brasileiras dos 27 estados, além de 278,2 mil participantes de outros 26 países, para aferir as forças e fragilidades da marca Brasil.

amanda.lima@dn.pt

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