No dia 30 de outubro, às 17:00, a Matuta vai reabrir as portas. Foram meses de arrecadação de recursos e obras para a reabertura, após um incêndio que destruiu o boteco em maio. "Eu achava que a Matuta era um sonho só meu. Depois do incêndio, com a arrecadação, percebi que ela é um sonho nosso", destaca a brasileira Eduarda Meireles, conhecida como Matuta.A reconstrução do espaço foi custeada por doações, um evento solidário e o trabalho da brasileira, que continuou a produção dos quitutes com parceiros. No total, 385 pessoas doaram para a vaquinha, que arrecadou 13.400 euros.Segundo a empresária, o valor foi integralmente aplicado nas obras de recuperação do espaço, que envolveram pedreiros e outros profissionais especializados. Foi necessário substituir toda a instalação elétrica, pintar o espaço e repor vidros e espelhos.Mas, de acordo com a imigrante, "a reconstrução não se fez apenas com dinheiro". Amigos e clientes ajudaram na limpeza, na remoção de entulho, na lavagem e pintura das paredes e na reorganização dos móveis e da decoração. "Aos poucos, o lugar voltou a ganhar forma e a recuperar a atmosfera que sempre fez parte da sua identidade", celebra.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!Cinco meses depois do incêndio, o empreendimento renasce como começou, destaca a empresária. "A Matuta reabre para celebrar a continuidade de um projeto construído em comunidade", afirma.A reabertura será comemorada com um menu especial durante todo o fim de semana. Na sexta-feira e no sábado, os destaques serão dois clássicos da mesa brasileira: salpicão, salada fria de frango desfiado, e picadinho de carne com farofa. No domingo, dia de almoço em família, será servida galinhada, prato mineiro à base de arroz e frango, acompanhada de tutu de feijão. Será um momento para "reunir de novo à volta da mesa todos os que ajudaram a Matuta a voltar".A MatutaInaugurada em julho do ano passado, a Matuta nasceu após cinco anos de vendas pelas redes sociais e participação em feiras gastronômicas em Lisboa. Publicitária de formação, Eduarda Meireles transformou receitas herdadas das avós em negócio durante a pandemia. O DN Brasil contou a trajetória da empreendedora na época da abertura do café, que rapidamente ganhou espaço entre os brasileiros na capital portuguesa.Além do pão de queijo, que se tornou a principal marca da casa, o espaço também ficou conhecido pelos bolos de milho, mandioca, coco e brigadeiro, além de cafés, drinks e produtos mineiros. Em comunicado divulgado após o incêndio, a equipe destacou que o local se tornou um ponto de encontro da comunidade brasileira em Lisboa. “A Matuta nunca foi só um local pra tomar um café”, escreveu o restaurante nas redes sociais ao agradecer pelas mensagens e apoio recebidos desde o ocorrido.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é o braço do Diário de Notícias dedicado à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil. .Matuta agora tem endereço: brasileira abre café com o pão de queijo mais mineiro de Lisboa .Podcast: conheça a história da Matuta, o pão de queijo mais mineiro de Portugal