Parque Eduardo VII, um dos principais cartões postais de Lisboa.
Parque Eduardo VII, um dos principais cartões postais de Lisboa. Foto: Américo Simas/CML

Os melhores jardins de Lisboa para aproveitar as tardes de verão

O calor veio para ficar, mas nem todo dia dá motivação pra enfrentar trânsito ou fila de comboio até a praia. O DN Brasil separou dez jardins da cidade onde também dá pra esticar a canga.
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Quem vive em Lisboa sabe que, por vezes, embora a praia esteja ali, pertinho, dá aquela preguiça de pegar comboio cheio ou aquele trânsito generoso na Ponte 25 de Abril para atravessar o Tejo que transforma vinte minutos em uma hora e meia. A boa notícia é que a capital não cobra esse preço para te dar verde, sombra e um pouco de paz, afinal, a cidade tem mais jardins do que parece à primeira vista.

Em mais um Guia do Imigrante, o DN Brasil separou dez deles, dos mais centrais aos mais esquecidos, pra você guardar no mapa e usar sempre que a praia parecer longe demais e quiser relaxar num dia de folga numa sombrinha numa grama bem verde.

Parque Eduardo VII

Comecemos pelo mais óbvio, mas nem por isso menos bom. O Parque Eduardo VII é aquele retângulo verde que aparece em quase toda foto panorâmica de Lisboa, descendo da Rotunda do Marquês de Pombal até quase a Praça de Espanha, com o Tejo lá no fundo como cenário. É ali, escondida do lado esquerdo de quem sobe o parque, que fica a Estufa Fria, um antigo pedreiro transformado em floresta tropical fechada, com lagos, cascatas e mais de trezentas espécies de plantas vindas de todo canto do mundo. Vale a visita.

Jardim da Estrela

Em frente à Basílica da Estrela, esse é o jardim clássico para quem mora ali pelos lados de Campo de Ourique ou Estrela. Tem lago com patos, parque infantil, quiosque com mesinhas na sombra e até uma quadrinha para jogar basquete ou uma pelada. Ideal para um piquenique de domingo ou pra ler um livro entre as árvores.

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Jardim do Príncipe Real e Jardim Botânico de Lisboa

O Príncipe Real é jardim de gente que gosta de ver e ser vista: tem cipreste centenário gigantesco no meio, feira biológica no sábado de manhã e cafés à volta para quem quer espichar a tarde. Bem em frente, atravessando a rua, está o Jardim Botânico de Lisboa, ligado ao Museu Nacional de História Natural. A parte de cima, chamada "Classe", é gratuita dentro do horário de funcionamento; para descer ao Arboreto, com suas árvores centenárias, é preciso ingresso - mas aos domingos, das 10h às 13h, a entrada é livre por completo.

Jardim das Amoreiras

Bem menos falado que os anteriores - poucos dias atrás ouvi um amigo português residente em Lisboa há uma década dizer que nunca tinha ido - esse jardim fica encostado ao Aqueduto das Águas Livres e à torre da Mãe d'Água, num cantinho mais reservado entre Rato e Campo de Ourique. É pequeno, mas tem aquele charme de bairro que ainda não foi descoberto pelo turismo, com bancos à sombra das amoreiras que dão nome ao lugar. Programa certo para quem está de passagem por ali e precisa de meia hora de pausa sem grandes deslocamentos.

Tapada das Necessidades

Esse é, sem exagero, um dos jardins mais bonitos e mais ignorados de Lisboa. Com dez hectares de mata quase intocada, foi quintal de caça e passeio dos reis de Portugal antes de virar o parque público que é hoje - e a entrada continua gratuita. Fica nos fundos do Palácio das Necessidades, no Bairro dos Prazeres, e guarda lagos cobertos de plantas exóticas, estufas centenárias e um mirante de onde se vê o Tejo e a Ponte 25 de Abril sem ninguém disputando espaço para a foto. Vale chegar pela entrada do Largo das Necessidades.

Jardim do Campo Grande

Lá para os lados de Entrecampos, o Campo Grande é daqueles parques generosos em tamanho, com um lago grande onde ainda se aluga barquinho a remo nos dias de sol, parque infantil robusto e a vantagem extra de ficar a poucos passos do Jardim Zoológico. Programa de fim de semana com criança? É praticamente obrigatório.

Quinta das Conchas e dos Lilases

Subindo até Lumiar e Telheiras, a Quinta das Conchas é o point dos moradores dessa zona mais ao norte da cidade, longe do roteiro turístico de quem só conhece a Baixa e Alfama. Tem gramados enormes para estender a canga, área para churrasco (sim, em Lisboa também se faz churrasco em parque público, com regras, mas se faz) e bastante sombra de árvores antigas. Se você mora nessa região e ainda não foi, está perdendo tempo.

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Jardim Gulbenkian

Dentro do complexo da Fundação Calouste Gulbenkian, na Avenida de Berna, bem no centro da capital, esse jardim de arquitetura paisagística moderna é gratuito todos os dias, do nascer ao pôr do sol. O lago central, os caminhos sinuosos entre clareiras e os mais de 200 espécies catalogadas de plantas fazem desse um dos jardins mais elegantes da cidade. E tem mais: entre o fim de junho e o meio de julho acontece o Jardins de Verão, festival gratuito com shows, DJ sets e atividades para a família.

Parque Florestal de Monsanto

Chamado de "pulmão de Lisboa" não é força de expressão: Monsanto é grande o suficiente para se perder entre trilhas de caminhada, ciclovias e bosques de pinheiro. Quem encara a subida é recompensado com o Panorâmico, antigo restaurante abandonado e hoje coberto de grafite, com vista de tirar o fôlego sobre a cidade e o rio. Não é exatamente um "jardim" no sentido clássico, mas é verde, é gratuito e é enorme - merece lugar nessa lista.

Jardim das Janelas Verdes

Para fechar, um recanto tranquilo na Lapa, ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga, com vista frontal para o Tejo e poucos bancos disputados. É o tipo de jardim que vive mais de moradores antigos do bairro do que de visitantes: antes ou depois de visitar o museu, vale a parada.

O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil.
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