Cartaz do festival.
Cartaz do festival. Foto: DR

Festival Agadá reúne dança e música afro-brasileira em Lisboa neste fim de semana

Evento acontece nos dias 31 de outubro e 1º de novembro e tem como destaque o retorno da coreógrafa baiana Rosangela Silvestre, criadora da Técnica Silvestre
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O Festival Agadá, dedicado à dança e à música de matriz africana, está de volta a Lisboa neste fim de semana, com dois dias de oficinas, aulas e encontros culturais. Um dos principais destaques da programação é a participação da coreógrafa e dançarina brasileira Rosangela Silvestre, natural de Salvador, na Bahia, que retorna ao evento para compartilhar técnicas desenvolvidas ao longo de sua trajetória internacional.

Criado em Lisboa em 2018 por David Amado, Jorge Ciprianno, Lúcia Afonso e Pedro Barbosa, o festival promove o intercâmbio entre artistas brasileiros, portugueses e de outros países da diáspora africana. A proposta é aproximar diferentes gerações e experiências por meio da dança, da música e da transmissão de conhecimentos ligados às culturas afro-diaspóricas.

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Graduada em Dança e pós-graduada em Coreografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rosangela Silvestre é criadora da Técnica Silvestre, metodologia que reúne diferentes referências de movimento e conhecimentos relacionados à ancestralidade.

A artista desenvolveu pesquisas no Brasil, na Índia, no Egito, no Senegal e em Cuba e, desde 1981, ministra cursos e palestras em diferentes países. Atualmente, é coreógrafa da Viver Brasil Dance Company, sediada em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A relação da brasileira com o Agadá começou na primeira edição, em 2018. Rosangela também participou do festival em 2019 e retornou em 2024, depois de uma interrupção das atividades durante a pandemia. Neste ano, conduzirá oficinas de Técnica Silvestre e Simbologia dos Òrìṣà, acompanhada por uma programação que também inclui atividades de percussão.

Entre os convidados estão os músicos Marivaldo dos Santos e Renatinho do Violino, responsáveis pelas sessões de percussão, além de Jorge Ciprianno, que apresenta o Método Ọ̀kànràn, e Lúcia Afonso, que conduz o Capoflow. Os dois últimos também integram o grupo de fundadores do festival.

As atividades acontecem no PISCINA estúdio, na Travessa do Calado, em Lisboa. No sábado (31), a programação começa às 10h30, com o Método Ọ̀kànràn, seguido de oficinas com Rosangela Silvestre e uma sessão de percussão até as 19h30. No domingo (1º), as atividades também começam às 10h30, com Capoflow, percussão e novas sessões conduzidas pela coreógrafa brasileira.

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Cartaz do festival.
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