A família optou pela cremação por ser mais barato do que o envio do corpo.
A família optou pela cremação por ser mais barato do que o envio do corpo.Foto: DR

Vaquinha é criada para cremação e translado de brasileira vítima de atropelamento em Portugal

A vaquinha foi criada pela advogada brasileira Kissila Valle, que está cuidando dos trâmites em nome da família da vítima.
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Uma vaquinha online foi criada para custear a cremação e o translado das cinzas da brasileira Luana Mile Assis Silva Champagne. A imigrante morreu atropelada em Portugal no dia 27 de fevereiro. A família e amigos correm contra o tempo para liberar o corpo antes que ele seja enterrado como indigente, conforme prevê a legislação portuguesa.

"Longe de casa, a família enfrenta não apenas a dor dessa perda irreparável, mas também uma situação urgente: o corpo encontra-se no IML, e existe o risco de que, caso não sejam tomadas as providências necessárias dentro do prazo, Luana seja enterrada como indigente", consta no texto da vaquinha. Luana é natural de Ilhéus, no estado da Bahia.

A vaquinha foi criada pela advogada brasileira Kissila Valle, que está cuidando dos trâmites em nome da família da vítima. A meta é arrecadar 4,5 mil euros.

"Seus familiares, que residem em Ilhéus (Bahia), estão profundamente abalados e não possuem condições financeiras para arcar com os custos necessários neste momento tão difícil", diz o texto. A vítima chegou a ser internada após o atropelamento, mas não resistiu.

A família optou pela cremação do corpo por ser uma alternativa mais acessível. Mesmo sem o corpo, o objetivo é "garantir uma despedida digna junto aos seus entes queridos".

O valor arrecadado será utilizado para cobrir os procedimentos legais e a documentação, taxas administrativas, serviços funerários e cremação, além da urna e da preparação das cinzas. Por fim, será realizado o transporte internacional das cinzas, bem como o traslado de Salvador até Ilhéus, na Bahia.

"Qualquer contribuição, por menor que seja, fará uma enorme diferença neste momento tão difícil. Se não puder ajudar financeiramente, pedimos que compartilhe esta campanha para que ela alcance mais pessoas. Vamos juntos garantir que Luana tenha uma despedida digna e possa retornar ao seu país de origem, junto à sua família", destaca ainda o texto. O link para doações está aqui.

amanda.lima@dn.pt

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