Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais.
Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais.FOTO: DR

Segundo encontro do associativismo luso-brasileiro reforça pontes com a sustentabilidade como tema

Políticos, dirigentes associativos e representantes empresariais reuniram-se em Ouro Preto, a convite da Câmara Portuguesa de Minas Gerais, para discutir relações bilaterais e economia circular.
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A Câmara Portuguesa de Minas Gerais reuniu no segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro autoridades políticas de Portugal e do Brasil, dirigentes associativos e representantes empresariais para debater o futuro da cooperação entre os dois países. Do evento, decorrido no final da semana passada, no Vila Galé Collection Cachoeira do Campo, na cidade mineira de Ouro Preto, resultou ainda um documento, a Carta de Minas, onde ficaram consolidadas as diretrizes do grupo, nomeadamente o “fortalecimento das relações bilaterais por meio do associativismo”, a “valorização da identidade e da vida associativa luso-brasileira’, a “inclusão social, acolhimento e bem-estar comunitário” ou a comunicação, representatividade e participação comunitária”, entre outros pontos.

O encontro ficou marcado ainda pela posse da nova direção da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, que assume o triénio 2027–2029, novamente presidida pelo anfitrião da reunião, Miguel Jerónimo, com atuação voltada ao fortalecimento do associativismo e à ampliação de parcerias estratégicas entre os dois países. “Reunimos autoridades, lideranças empresariais, representantes públicos e muitos membros de associações luso-brasileiras para trabalharmos uma agenda comum voltada a negócios, governança, sustentabilidade e inovação”, disse Miguel Jerónimo ao DN.

Para Jerónimo, “foi destacado o papel do associativismo como ferramenta de organização económica e de fortalecimento das relações bilaterais num contexto de maior integração entre os dois países, a união faz a força, conforme a nossa logomarca, as quatro estrelas de mãos dadas, estrelas essas que representam os consulados, as câmaras, as associações e os conselheiros da comunidade portuguesa”. “Nesse contexto”, continua o dirigente, “redigimos a Carta de Minas, documento de referência para criar um comité para constituir uma federação de organizações luso-brasileiras que levará adiante o próximo encontro e agendas em comum”.

“Escolhi a sustentabilidade como tema do encontro porque caminhamos de uma economia linear para uma economia circular, temos de começar a pensar em termos de uma economia em que os recursos naturais não são infinitos, o que eu quis imprimir foi o conceito de que precisamos produzir, usufruir e, depois, reutilizar, foi um tema ousado mas que vai reger as nossas vidas a nível diplomático, empresarial, académico e da sociedade em geral”.     

O governo português fez-se representar por Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Isabel Brilhante Pedrosa, nova embaixadora de Portugal no Brasil, o embaixador António Moniz, diretor-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, e José Cesário, deputado eleito pela emigração pelo círculo de Fora da Europa. Pelo Brasil participaram Mila Corrêa, a secretária de Desenvolvimento Económico de Minas Gerais, e Ângelo Oswaldo, prefeito de Ouro Preto.

Além de painéis sobre os temas ligados ao associativismo, em geral, e à sustentabilidade, em particular, o encontro contou ainda com participações culturais com concerto de fado e apresentação de ranchos folclóricos.

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