Superintendente-chefe João Ribeiro, diretor nacional adjunto da PSP e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP.
Superintendente-chefe João Ribeiro, diretor nacional adjunto da PSP e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP.Foto: Paulo Spranger

PSP procura "solução rápida" para centro de detenção de imigrantes em Lisboa

João Ribeiro manifestou o desejo de até 2028 conseguir ter capacidade “de alojamento suficiente para os desafios que se colocam em termos de permanência ilegal"
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A Polícia de Segurança Pública (PSP) espera no próximo ano ter maior capacidade para instalar os imigrantes em processo de expulsão. Atualmente existem 130 vagas, apostando por isso no retorno voluntário para o país de origem.

Em entrevista à Lusa, o diretor nacional adjunto da PSP e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP, superintendente-chefe João Ribeiro afirmou que continua em cima da mesa encontrar “uma solução rápida” para a construção de centros de instalação temporária em Lisboa e Porto.

Isso porque a PSP perdeu o financiamento europeu de 30 milhões para a construção de dois CIT, tal como o DN noticiou em dezembro do ano passado. No Porto, João Ribeiro sublinhou que estão a ser feitas obras para “garantir melhores condições” aos estrangeiros que ficam nestas instalações, sejam em processo de asilo ou à espera de serem expulsos do país.

O diretor manifestou o desejo de até 2028 conseguir ter capacidade “de alojamento suficiente para os desafios que se colocam em termos de permanência ilegal", frisando: “Essa capacidade tem que ser rapidamente alcançada porque todo o sistema funciona de forma interligada. Se eu incremento a fiscalização e deteto cidadãos em situação irregular, eu preciso de espaço para os instalar”.

O “grande objetivo” é que na segunda metade de 2027 existam 306 vagas. A PSP tem ainda como ambição, no âmbito da nova lei, a criação de um centro nacional de triagem para imigrantes ilegais, nomeadamente para aqueles que pedem asilo nas fronteiras aéreas.

Segundo o responsável, este espaço funcionaria junto aeroporto de Lisboa e permitiria “efetuar a triagem e redirecionar todos os processos espalhados pelos vários sítios em que foi requerida a proteção internacional”. “É um processo que implica obras de adaptação, finalizar o contrato”, disse, expressando o desejo de que o centro nacional de triagem já estivesse a funcionar.

Ao mesmo tempo, o responsável pela UNEF rejeitou que haja uma “uma caça” ao imigrante ilegal, considerando que a UNEF faz “uma abordagem inteligente” ao atuar nos locais onde existem fatores de risco.

João Ribeiro afirmou que a UNEF faz “uma abordagem inteligente”, considerando que um cidadão estrangeiro em situação irregular em Portugal “não pode estar em território nacional”, devendo “entrar num processo de afastamento e essa é a principal preocupação” desta unidade.

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