Texto: Amanda Lima.Está marcada para o dia 25 de outubro, sexta-feira, uma manifestação pelo retorno das manifestações de interesse em Portugal. O protesto será às 15h em frente ao Parlamento. .A iniciativa está sendo organizada por um grupo de associações coletivos que são contra o fim deste mecanismo de regularização de imigrantes. Há meses a iniciativa é discutida pelo grupo, que já realizou diversas reuniões para dialogar sobre o assunto..Foi criada também uma petição pública, atualmente com mais de 900 assinaturas, com o mesmo pedido. "As consequências estão à vista: milhares de imigrantes que já estavam a trabalhar com contrato e a descontar para a segurança social, mas não tinham formalizado a sua manifestação de interesse, têm a vida suspensa e são obrigados a optar entre o desemprego e o trabalho clandestino. E muitos outros, entretanto atraídos a Portugal pela falta de mão-de- obra em sectores como a agricultura, as pescas, construção civil, os serviços de limpeza, a hotelaria e a restauração estão a ser empurrados para a clandestinidade", destaca o texto da petição.O grupo de associações já teve reuniões com representantes de vários partidos para falar sobre o retorno das manifestações de interesse. Até agora, apenas o Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Comunista Português (PCP) sinalizaram que concordam..Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!.O atual Governo, que acabou com as manifestações de interesse em junho, já afirmou inúmeras vezes que não vai retomar esse mecanismo. No Parlamento na semana passada, o ministro António Leitão Amaro declarou que a situação era de "portas escancaradas" e que Portugal precisa de imigração, mas "regulada"..No momento, o que há de mais perto das manifestações de interesse é um projeto de lei para um regime de transição. Proposto pela Iniciativa Liberal (IL), a proposta é de permitir a regularização de imigrantes que estão em Portugal e conseguiram inscrição na Segurança Social antes do fim das manifestações de interesse. O partido do Governo, o PSD, votou favoravelmente..O texto não é claro sobre o período necessário de contribuição para ser abrangido. Ao DN Brasil, a assessoria de imprensa da bancada parlamentar da IL confirma que não há tempo mínimo de contribuição. "Não há mínimo. As pessoas também não sabiam que a lei ia alterar", explica fonta oficial do partido. A medida aprovada hoje não entra em vigor imediatamente. Saiba mais aqui sobre o trâmite do projeto..amanda.lima@dn.pt.Relacionadas