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Portugal de oportunidades: conheça a rede de esfihas que conquistou o país
Adriano dos Santos criou a Harab´s há quatro anos. Foto: Nuno Tibiriçá

Portugal de oportunidades: conheça a rede de esfihas que conquistou o país

Adriano dos Santos criou a Harab´s em plena pandemia em um pequeno espaço em Benfica. Quatro anos depois, já são 14 lojas espalhadas por Portugal.

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por DN Brasil

Texto: Nuno Tibiriçá

Natural de Birigui, cidade no interior do estado de São Paulo, Adriano dos Santos chegou a Portugal em 2016. Quatro anos depois, em plena pandemia, resolveu empreender em uma esfiharia, algo que sentia falta em sua vida na terrinha. Com conceito, grafismo e até nome que lembram o Habib 's, principal cadeia de comida árabe brasileira, a Harab´s criada por Adriano conseguiu sucesso inesperado em Portugal: já são 14 lojas ao redor do país. Adriano é o personagem da semana do quadro Portugal de Oportunidades do DN Brasil.

DN Brasil - Como começou a ideia da Harab’s?

Adriano dos Santos - Começou faz quase quatro anos, foi no meio da pandemia, quando decidi empreender em alguma coisa. Sempre fui ligado à comida, trabalhei em restaurantes, aí fui fazendo testes com os amigos e chegamos em uma receita ideal de esfiha. Os amigos gostaram e resolvemos testar abrir um primeiro espaço em Benfica. Deu certo. Temos lá um espaço até hoje e muitos outros mais.

DN Brasil - Disse que trabalhou em restaurantes. Era onde estava empregado antes da pandemia?

Adriano dos Santos - Sim, antes eu trabalhava de gerente em um restaurante, era uma steak house. Comecei nessa steak house como copeiro, fui para serviço de limpeza e depois fui galgando espaço lá até chegar a gerência do restaurante. Foram quatro anos ali, era desgastante e ainda teve a questão da pandemia, quando eu decidi que queria arriscar em um trabalho para mim mesmo, através da Harab´s.

DN Brasil - Nem preciso perguntar de onde vem a inspiração para o nome e logo da marca, certo?

Adriano dos Santos - Claro! (risos) A inspiração foi nessa enorme cadeia de restaurantes que é o Habib's no Brasil. Sempre nos identificamos com o produto deles e fomos querendo fazer algo voltado ao público brasileiro que estava já em Portugal, que sentiam saudades como nós de esfihas desse gênero. Isso sem esquecer também, o público português, portanto além de trazer ingredientes brasileiros nas esfihas, como calabresa e carne seca, colocamos também ingredientes pensando nos portugueses, como o chouriço e bacalhau.

DN Brasil - Foi bem recebido pelo público português? Acha que, de forma geral, apreciam as esfihas?

Adriano dos Santos - Quem prova, gosta muito. Mas temos uma barreira de entrada, porque o público português não conhece, não sabe o que é esfiha. Então nós vamos criando essa cultura aos poucos. Por um lado é bom, né? Trazer algo novo. E por outro lado é ruim, porque realmente tem que fazer provar e acho, que de forma geral,  o português é bem receoso no que compete a novos sabores que ele não conhece. Então é um trabalho árduo (atingir esse público), mas está dando certo. 

DN Brasil - Disse que começou com uma pequena loja em Benfica e agora a Harab’s está em várias cidades. A que se deve o sucesso?

Adriano dos Santos - Era uma coisa que faltava aqui em Portugal, você não encontrava. Então acho que, assim como nós, a comunidade brasileira que é enorme aqui também sentia a necessidade de uma rede de esfihas. Não tinha nenhuma em Lisboa, em Portugal como um todo, e com o sucesso da loja de Benfica, a gente foi crescendo até esse momento: agora temos 14 lojas em funcionamento, só na região de Lisboa e Margem Sul são 11 lojas. E chegamos também no norte (Braga, Espinho e Porto). Isso vai ajudando a divulgar cada vez mais o produto para brasileiros que moram em outras regiões ou até mesmo os portugueses de diferentes zonas que passam a conhecer a comida árabe brasileira com a gente. 

Esfiha de carne (esquerda) e de frango catupiry (direita), são algumas das mais pedidas no Harab´s. Foto: Nuno Tibiriçá

DN Brasil - Diferentemente de Portugal, no Brasil temos uma relevante imigração árabe. Você tem alguma descendência dessa região?

Adriano dos Santos - Não, não tenho nada de árabe, só gosto muito esfihas e ainda mais de cozinhar. Foi daí que surgiu a vontade de realmente fazer umas esfihas que remetessem um pouquinho do gostinho brasileiro. Apesar da origem árabe, as esfihas já estão completamente integradas na culinária brasileira, é um clássico nosso. Além dos portugueses, temos também sabores bem brasileiros, ao todo são 81. Isso contando também as esfihas doces, tipicamente brasileiras, como Romeu e Julieta (goiabada com queijo), doce de leite com banana e muitas variações. 

DN Brasil - Quais os próximos planos para a Harab´s? Daqui a pouco levam para o Brasil para disputar com o Habib´s?

Adriano dos Santos - (Risada) Não, longe disso. Por aqui, temos um projeto de expansão ambicioso ainda para esse ano e o próximo. Ainda queremos ter lojas no sul do país e estamos fazendo o nosso trabalho de campo e pensando já em uma divulgação como deve ser. E sobre o Brasil, já são oito anos por aqui, quatro de Harab´s, eu e minha família não temos intenção de voltar. Está indo bem. Para o Brasil, só volto a passeio. 

nuno.tibirica@dn.pt

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