A camada do pré-sal detém algumas das maiores reservas descobertas nas últimas décadas.
A camada do pré-sal detém algumas das maiores reservas descobertas nas últimas décadas.Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Galp e Petrogal disputam licenças para explorar petróleo no pré-sal brasileiro

As áreas com acumulações marginais são campos já explorados por gigantes do setor devolvidas ao Governo brasileiro, que por sua vez, licita novamente a área a petrolíferas de pequeno e médio porte.
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) do Brasil divulgou hoje os blocos com manifestações de interesse e garantias financeiras das empresas que irão a leilão em 07 de outubro. As portuguesas Galp Energia e Petrogal estão entre as 19 empresas qualificadas para o próximo leilão de licenças em parceria com o Governo do Brasil para explorar petróleo e gás natural na camada do pré-sal.

Para o 6.º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), segundo a agência reguladora do país, dos 38 setores disponíveis no edital, 22 estão em oferta, o que significa que houve interesses das petrolíferas que vão disputar o direito à exploração em leilão.

Relativamente à segunda licitação, 4.º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), foram 23 blocos disponibilizados, sendo que 13 estão em oferta, segundo a ANP.

“Para serem incluídos nas sessões públicas da Oferta Permanente, é preciso que determinado setor ou bloco do edital receba declaração de interesse de uma ou mais empresas, acompanhada da respetiva garantia de oferta”, explicou a ANP. 

No caso da OPC, os 22 setores de blocos e dois setores de áreas com acumulação marginal em oferta no 6.º Ciclo receberam, segundo a ANP, declaração de interesse com garantia de oferta de 12 empresas.

As áreas com acumulações marginais são campos já explorados por gigantes do setor devolvidas ao Governo brasileiro, que por sua vez, licita novamente a área a petrolíferas de pequeno e médio porte. 

Relativamente à OPP, os 13 blocos em oferta no 4.º Ciclo receberam declaração de interesse de seis empresas com inscrição ativa.  Ainda assim, explicou a ANP em comunicado à imprensa, “esses números não correspondem, necessariamente, ao total de empresas que poderão fazer ofertas nas sessões públicas” a 07 de outubro.

Através destes contratos de parceria, as empresas vencedoras irão explorar em conjunto, com o Governo brasileiro, blocos localizados na camada do pré-sal, o horizonte de hidrocarbonetos situado sob uma vasta camada de sal nas águas ultraprofundas do Oceano Atlântico, ao largo da costa brasileira.

A camada do pré-sal detém algumas das maiores reservas descobertas nas últimas décadas e é considerada o principal motor do crescimento da produção brasileira, com potencial para tornar o país num dos cinco maiores exportadores de petróleo do mundo até ao final da década.

Além da Galp e Petrogral, foram também autorizadas: BP (Reino Unido), Shell (Reino Unido-Países Baixos), Repsol (Espanha), Chevron (Estados Unidos), TotalEnergies (França), Equinor (Noruega), CNOOC e Sinopec (China), Karoon (Austrália), Kufpec (Kuwait), Petronas (Malásia) e QatarEnergy (Catar).

O atual concurso inclui a possibilidade de participação em parcerias para o desenvolvimento de blocos de exploração disponíveis nas bacias offshore de Campos e Santos, na camada pré-sal.

Os detalhes de quais blocos exploratório irão a leilão foram publicados na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU) e também disponibilizados na página da internet da própria ANP.

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