Texto: Amanda Lima.Brasileiros que optaram pelo título de residência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão preocupados com o arrastar da situação para que o documento efetivamente passe dar o mesmo direito que os demais. Após o último avanço no Parlamento, na sexta-feira, de análise da proposta de lei para alteração no título, imigrantes relataram ao DN Brasil que sentem-se “num jogo de empurra- empurra” e que “não aguentam mais” a indefinição da situação.O problema foi gerado no Governo anterior, que criou o documento, sem dar as informações sobre todas as limitações que os imigantes teriam ao abrir mão da longa espera pela manifestação de interesse pela rápida CPLP. O DN Brasil já questionou diversas vezes a então ministra dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes (hoje eurodeputada pelo Partido Socialista)sobre as decisões tomadas na altura, mas nunca obteve uma resposta.O atual Governo do Partido Social Democrata (PSD) já afirmou diversas vezes que está empenhado em resolver a questão. Na visão do ministro da presidência, António Leitão Amaro, os cidadãos com título CPLP são vistos “como de segunda categoria” e que precisam ter os mesmos direitos que os demais imigrantes.O Governo deu entrada no Parlamento em uma proposta de lei para as mudanças no cartão, mas a incluiu na mesmo alteração legislativa que cria a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) na Polícia de Segurança Pública (PSP). A primeira discussão entre os deputdos na sexta-feira mostrou que o projeto - que incluiu a CPLP no mesmo texto - não possui apoio de nenhuma bancada. Para evitar que fosse reprovado já em primeira análise, o Governo enviou a proposta para uma comissão sem ser votado..Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!O mesmo projeto prevê que cidadãos oriundos de países CPLP, como os brasileiros, possam entrar no país sem um visto prévio e solicitar a residência CPLP. O Governo admite que possui preferência em receber imigrantes de países de língua portuguesa, o que exige um regime mais facilitado em relação aos demais. .A primeira reunião da comissão para tratar do tema será no dia 16, mas não há previsão de quando terá um desfecho efetivo. “Nem tão cedo chegamos a uma análise pela comissão designada do texto de alteração da residência da CPLP para um regime mais benéfico. E num piscar de olhos estamos de novo no recesso de fim do ano. Dito isso, o ano de 2025 já nasce com mais essas pendências legislativas à sua porta”, destaca a advogada Priscila Correa, que possui inúmeros clientes brasileiros prejudicados pela residência CPLP..amanda.lima@dn.pt.Relacionadas