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Falta uma "farofa": as diferenças no estilo de curtir praia entre Brasil e Portugal
Praia de Matosinhos, no Porto. Foto: Ivo Pereira / Global Imagens.

Falta uma "farofa": as diferenças no estilo de curtir praia entre Brasil e Portugal

Os hábitos de brasileiros e portugueses são diferentes na hora de ir à praia. Em todo caso, o que não falta é opção. Cedo ou tarde, com marmita ou bola de Berlim, tem espaço para todo mundo aproveitar.

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por DN Brasil

Texto: Caroline Ribeiro

Levantar cedinho e sair para a praia, para aproveitar bem o dia, é o hábito da paulistana Luísa Mafei desde criança. Morando em Portugal há seis anos, a chef de cozinha e digital influencer não esquece da primeira vez em que foi curtir o litoral português. "Chegamos às 8h da manhã e só tinha a gente, foi um choque", conta ao DN Brasil.

O horário em que os portugueses costumam chegar foi uma das grandes diferenças no estilo de curtir praia que a brasileira percebeu. "É sempre mais tarde", diz. Na opinião de Luísa, que vive em uma das praias mais procuradas das proximidades de Lisboa, a Costa da Caparica, esse nem é o hábito mais "estranho".

"O que mais sinto falta é daquele monte de oferta de comidas. Seja em barracas, onde a gente encontra pastel, porções de lanches, até mesmo prato feito, você pode almoçar na praia. Ou com os vendedores ambulantes com queijo coalho, milho verde, açaí, raspadinha. A gente sente falta de fazer uma 'farofa' na praia, sabe? Aqui as pessoas chegam com um livro, uma garrafona de água, uma fruta, um lanchinho simples, e nós estamos acostumados, além das comidas, a chegar com nosso isopor cheio", diz Luísa, rindo.

A estratégia da paulistana é levar marmitas para toda a família, hábito que costuma compartilhar com seus seguidores nas redes sociais.

Em Portugal, a comida típica da praia é a "bola de Berlim", um doce semelhante ao "sonho" do Brasil. Aliás, vendedores das "bolinhas" são, em geral, os únicos ambulantes que circulam pela areia. "Queria muito ver, inclusive os brasileiros, vendendo outra coisa, ia ser um sucesso! Tanto os brasileiros iam comprar quanto os portugueses iam adorar uma inovação. Nada contra a bola de Berlim, mas por que não variar?", questiona Luísa, bem-humorada.

Para-vento, acessório comum nas praias em Portugal. Foto: Ivo Pereira / Global Imagens

Para além da pouca oferta de comida, a estrutura para os frequentadores é outro ponto de diferença que causa estranheza. "É totalmente diferente. Aqui, a gente tem que levar comida, toalha, para-vento, um aparato de coisas que em Fortaleza não precisa", diz ao DN Brasil o publicitário e produtor de eventos Ed Brasil.

Cearense, Ed conta que tem que montar "um arsenal" ao chegar às praias portuguesas para curtir o dia. "Lá, a gente só chega, senta em uma barraca que já tem o sombreiro, vem o garçom e a gente faz o pedido. Fica lá sentadinho, curtindo", analisa, comparando com o Ceará. "Sem contar a temperatura do mar, que é gelado aqui, é um desafio até", completa.

A faixa de areia também gera uma leve "confusão". "Dependendo da praia que você vai, é menor ou tão grande quanto, mas, normalmente, a faixa de areia é menor, principalmente nessas da linha de Cascais, que são mais praietas no caso", avalia o publicitário.

Em todo caso, o que não falta é opção. Portugal é reconhecido internacionalmente como um país de belas praia, levando, com frequência, premiações ligadas ao turismo. Cedo ou tarde, com marmita ou bola de Berlim, tem espaço para todo mundo aproveitar.

caroline.ribeiro@dn.pt

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