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Do Cariri cearense para o mundo: Max Petterson "é o que é" e, assim, cativa milhões de pessoas
Fenômeno nas redes sociais, Max Petterson despontou com vídeos sobre seu dia a dia em Paris. Foto: Paulo Spranger / Global Imagens

Do Cariri cearense para o mundo: Max Petterson "é o que é" e, assim, cativa milhões de pessoas

De passagem por Portugal para a turnê de encerramento de seu show de comédia "Bôcu Bonjour", o ator cearense não deixa de lado suas origens e antecipa novos projetos em entrevista ao DN Brasil.

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por DN Brasil

Texto e entrevista: Caroline Ribeiro

Aos 30 anos de idade, Max Petterson quer "abrir um novo ciclo". De passagem por Portugal para a turnê de encerramento de seu show de comédia Bôcu Bonjour, o ator cearense não deixa de lado suas origens. Chegou à redação do DN Brasil usando uma camisa com bordados comprada "na feirinha da Beira-Mar", em Fortaleza, e sandálias de couro. Natural de Farias Brito, cidade na região do Cariri, conquistou milhões de pessoas com seu carisma natural, sem forçar um personagem, apenas sendo quem é. Um jovem alegre, criativo e bem-humorado.

Foi relatando os perrengues da vida em Paris, cidade para onde se mudou há dez anos para estudar, que Max despontou na internet. Agora, quer avaliar novos projetos, que incluem uma cobertura - ainda em segredo - das Olimpíadas na capital francesa - e manter a "qualidade de vida".

Como tem sido a experiência de fazer shows ao longo de quase dois anos?

Corrido, sabe? Tem prós e contras. Conheci boa parte do Brasil, cheguei até a vir a Portugal uma vez, já em Lisboa, com um show. E é muito doido, porque em cada final de semana você está numa cidade diferente, em um hotel diferente. Então, por quase dois anos, o meu guarda-roupa era, literalmente, a minha mala. E você acorda e não sabe muito bem onde é que você está. O lado positivo é conhecer muitas pessoas, porque a gente vive muito nessa era de internet, dos números. Um milhão, duzentos mil, trezentos mil, mas quem são essas pessoas que assistem a gente? A turnê me proporcionou de realmente ter contato com elas, de observar do palco a plateia e falar com elas no final do show e entender por que é que elas me assistem. Então, isso para mim foi incrível.

Por que a decisão de encerrar as apresentações?

Eu não me vejo muito como artista que faz uma coisa só, sabe? Poderia continuar mais um ano, mais dois com essa turnê, porque há público para isso. Mas chega uma hora que você precisa inovar. São dois anos contando as mesmas histórias, com a mesma emoção desde o primeiro dia. Só que são dois anos. Começo a sentir a necessidade de criar um show novo, de criar algo novo. E para que eu consiga abrir um novo ciclo, tenho que fechar isso que começou.

Apresentação de Bôcu Bonjour em Fortaleza. O show rodou várias cidade do Brasil. Foto: Divulgação.

Portugal ser escolhido para o encerramento desse ciclo, tem algum significado especial? Afinal, foi a Europa que te lançou nas redes sociais.

Apesar de eu ter estabilizado a minha carreira na França, Portugal sempre esteve presente nos meus momentos mais históricos. Quando eu completei dois anos de canal no YouTube, comemorei em Lisboa. Quando completei três anos, ou foi quatro, também fui em Lisboa. Agora estou completando sete anos, no mês passado, e, por coincidência, estou vindo com uma turnê em Portugal. Então, indiretamente, estou percebendo que Portugal sempre está presente em datas muito imponentes da minha carreira.

Que tal uma mudança, então? Paris - Lisboa? Quem sabe? Encarar o metrô de Lisboa no verão seria mais agradável do que o de Paris?

A questão não é ser mais agradável, não. A questão é que agora eu já tenho preparação psicológica para encarar qualquer metrô, meu amor! Porque depois do metrô de Paris, qualquer um pode vir que eu estou aceitando.

Esse seu bom humor é o que está presente nos shows?

Eu falo muito que o Bôcu Bonjour são vivências, são histórias da minha vida. Eu não conto piada. Eu digo assim, "você vai, você acha graça, porque você quer". Transformei isso num espetáculo de stand-up. Não é aquele clássico, do pedestal e do banquinho. Eu trago elementos do teatro. É um monólogo, na verdade. E eu tento trazer esse elemento de contato direto com as pessoas. São vivências. Eu trago desde a minha infância no interior do Ceará, até a minha chegada na Europa e até a minha vida nos dias atuais, com essas viagens e com a celebridade que me chegou. Então, é um momento de compartilhar histórias e sentar nessa mesa de bar, nessa calçada e conversar com as pessoas que me seguem. É um espetáculo, mas a sensação que eu tento causar nas pessoas é que é uma conversa íntima de igual para igual.

Eu vejo, Max, que você não perdeu praticamente nada do nosso jeito de ser cearense. A gente está conversando aqui e você já falou que "a pessoa acha graça" porque quer. Não é todo mundo no Brasil que diz "achar graça" para se referir a estar rindo, como nós, cearenses. Você mantém essa característica do nosso jeito ser. Isso é importante para você?

Não é uma questão de ser ou não ser, de querer ou não querer. É quem eu sou. Tem momentos que eu faço shows em outras regiões do Brasil, e até aqui em Portugal, que vou dar uma adaptada no meu jeito de falar. Posso até falar "achar graça", mas depois eu digo "para quem não sabe o que é, é rindo". Tento trazer adaptações para que eu também não fique preso só nessa questão linguística, dizer "me entendeu, me entendeu, quem não me entendeu, fique por isso mesmo". A ideia não é essa. Eu, na minha naturalidade, na minha espontaneidade, eu sou assim. Mas tem outros momentos em que vou deixar de ser menos espontâneo para poder me adaptar e ser mais comunicativo. Então, é entender o momento certo para cada coisa. E isso não é deixar de ser você. É saber onde é que você está e o momento.

A camisa usada na entrevista ao DN Brasil foi comprada "na feirinha da Beira-Mar" de Fortaleza, capital do Ceará. Foto: Paulo Spranger / Global Imagens.

E como é que está sendo essa vida entre Paris, Fortaleza, agora Lisboa? Vai ficar assim por um tempo?

Eu até falava com o meu produtor que a gente sempre tentava fazer férias de um mês e meio, no mínimo, durante a turnê. Como durou dois anos, às vezes a gente fazia dois, três meses corridos de shows e depois a gente parava e dizia, "não, a gente vai ter que parar um mês e meio, dois, para depois voltar". Porque não adianta muito você ter quantidade e não ter qualidade. Então, mesmo quando eu estou na França, quando eu estou em Portugal ou no Brasil, seja lá onde eu estiver, eu procuro ter qualidade na minha vida. Não adianta você ganhar fama, ganhar dinheiro e não ter como usufruir dessas coisas. Para eu me comunicar com as pessoas e passar o que eu passo, preciso estar bem. Então, é uma busca constante.

Daqui de Portugal, você vai para onde?

Volto para Fortaleza e depois vou para Paris para cobrir os Jogos Olímpicos, depois volto para o Brasil de novo. Menina, é a loucura! Minha vida é como se eu tivesse um avião privado, só que eu não tenho, entendeu? E aí que está o problema!

E essa cobertura dos Jogos Olímpicos vai ser como?

Mulher, é um mistério. Tem muita coisa que eu não posso falar ainda porque está em negociação, mas no pior dos casos é Max Petterson com o celular dele na porta do estádio, mas vai ter, entendeu? Para quem está lendo essa matéria, a única coisa que eu posso garantir é que eu estarei lá e eu tenho um celular bom. Então, meu amor, o conteúdo de qualidade ele vai acontecer, o resto é lucro!


Max Petterson apresenta Bôcu Bonjour em Aveiro nesta sexta-feira (5), no Auditório Renato Araújo; em Viseu no dia 6, na Aula Magna do Instituto Politécnico; em Lisboa no dia 10, no Casino Lisboa; e no Porto no dia 12, no Colégio Luso-Francês. Todas as sessões começam às 21h e os ingressos custam a partir de 20 euros.

Mais informações e venda de ingressos estão disponíveis no site do artista.

caroline.ribeiro@dn.pt

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