Transformar a música em acolhimento, rede de apoio e aprendizado do canto: assim é o Coro Travessia, criado por dois imigrantes brasileiros que vivem em Portugal. Madu e Heber Novais ensinam, todas as segundas-feiras, a cantar, em uma travessia sonora até o outro lado do Atlântico.As aulas ocorrem na Fábrica Braço de Prata, todas as segundas-feiras, dentro da programação semanal “Segunda Baderna”. Todas as pessoas podem participar, pois se trata de um projeto de música brasileira aberto a todas as nacionalidades. “A gente sabe que aqui em Portugal há uma grande comunidade de pessoas brasileiras, mas a ideia do Travessia não é fazer um coro de pessoas brasileiras, e sim um coro que cultue a música brasileira”, diz ao DN Brasil o professor Heber Novais.Segundo o imigrante, pessoas de diversas nacionalidades já participaram da iniciativa. O foco das músicas está nos ritmos nordestinos. “Dentro do coro, que é brasileiro, a gente foca na música do Nordeste do Brasil, que é tão multicultural. A gente explora esse universo do Nordeste, entendendo os ritmos e as diferentes musicalidades”, destaca ao jornal a cantora Madu.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp!As aulas têm duração de 1h30, das 19h30 às 21h. “Ficamos muito felizes por ter o espaço da Fábrica como residência, e lá estamos todas as segundas. A gente mistura movimento, canto e aula”, destaca a artista brasileira. Entre os planos do projeto está a realização de uma apresentação do coro.As pessoas interessadas em participar podem entrar em contato pelo Instagram do Coro Travessia ou comparecer a uma aula. Pessoas em situação de vulnerabilidade social podem participar gratuitamente, enquanto as demais pagam uma mensalidade de 50 euros.amanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil.."Segunda Baderna" é o novo evento cultural brasileiro da Fábrica Braço de Prata.Criolo: “Espero que um dia imigrante seja apenas o adjetivo de alguém de outro território, não alguém menor”