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Confira um glossário pt-br para não cometer gafes
Foto: Nathalia Segato / Unsplash

Confira um glossário pt-br para não cometer gafes

Muitos brasileiros que chegam a Portugal surpreendem-se com certos termos e demoram a assimilar as palavras empregadas aqui.

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por DN Brasil

Texto: Paulo Markun

O português tem peculiaridades e diferenças nos vários países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Muitos brasileiros que chegam a Portugal surpreendem-se com certos termos e demoram a assimilar as palavras empregadas aqui.

Há também diferenças significativas na pronúncia. Em Portugal, é geralmente mais fechada e enfatiza as consoantes, enquanto, no Brasil, costuma ser mais aberta e com ênfase nas vogais.

Apesar de a pronúncia das vogais, em geral, ser semelhante, há algumas diferenças. Em Portugal, as vogais “e” e “o” costumam ser pronunciadas com um som mais fechado do que no Brasil. Em Portugal, “s” soa como “sh” ou “j” em algumas palavras, mas no Brasil é sempre “s”. “Festa” soa como “féxta” em Portugal, mas como “festa” no Brasil.

A pronúncia do “r” também muda bastante de um país para o outro, inclusive nas regiões de cada um. Em Portugal, de modo geral, a letra “r” é pronunciada como um “r” rolado, enquanto no Brasil a pronúncia geralmente é feita de uma só vez.

O escritor Eça de Queiroz dizia que o português no Brasil fala-se com açúcar. Mas as diferenças vão além do sotaque. O que muitos não sabem é o fato de que a língua acabou por ser o único idioma de mais de 200 milhões de brasileiros por conta de uma determinação oficial publicada em 3 de maio de 1757, com a assinatura do irmão do marquês de Pombal, Francisco Xavier de Mendonça Furtado.

Nos séculos XVII e XVIII, o principal idioma falado no contexto do Brasil colônia, superando o português, era a chamada língua geral, empregada pelos bandeirantes paulistas. Muitos nomes de rios, vilas e cidades do interior de São Paulo, Goiás, Maranhão, Ceará e Amazonas resultaram do uso da língua geral.

Formada a partir da evolução histórica do tupi antigo, dividia-se em dois ramos: a língua geral setentrional (também chamada língua geral amazônica) e a língua geral meridional (também chamada língua geral paulista). A língua geral setentrional deu origem no século XIX ao nheengatu, que ainda é falado atualmente no alto Rio Negro, na região fronteiriça entre Brasil, Venezuela e Colômbia. A língua geral é considerada extinta atualmente

O alvo da determinação de 1757 eram os jesuítas que acabaram expulsos do Brasil e sua gestão dos indígenas, que admitia a língua geral, cujo resquício é o sotaque peculiar dos caipiras de São Paulo, além de muitos termos de origem indígena.

Deixando de lado a revisão histórica, aqui está uma lista de termos de uso corrente que são distintos hoje em Portugal e no Brasil:

Aguentar nas canetas: cansado

Apelido: sobrenome

Assembleia Municipal: Câmara de Vereadores

Autocarro: ônibus

Autoclismo: descarga

Azeiteiro: brega, cafona

Banheiro: salva-vidas

Berma: acostamento

Bica: cafezinho

Bicha: fila

Bocado: pouco

Brutal: intenso

Bué: muito

Cacete: pão

Caducado: vencido

Câmara Municipal: Prefeitura

Camisola: blusa de frio ou camiseta de time de futebol

Carrinha: van

Carta de Condução:carteira de motorista

Cartão do Cidadão: documento de identidade

Casa de banho: banheiro

Cena: coisa (quando usado de forma genérica - fui buscar uma coisa/fui buscar uma cena)

Centro de Saúde: posto de saúde

Coima: multa

Comboio: trem

Concelho: município

Contraordenação: infração

Constrangimentos: problemas

Cueca: calcinha feminina

Deitar fora: jogar fora

Descapotável: conversível

Desporto: esporte

Ecrã: tela

Eléctrico: bonde

Empregado de mesa: garçom

Estou/estou sim: alô (ao telefone)

Explicador: professor particular

Fatura: nota fiscal

Fato de treino: moleton

Fiambre: presunto cozido

Finanças: Receita Federal

Fixe: legal

Gajo ou Gaja: garoto ou garota

Giro: bonito

Guarda-redes: goleiro de futebol

Hospedeira: comissário de bordo

Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT): Detran

Instituto dos Registos e do Notariado: Cartório

Junta de Freguesia: Subprefeitura

Levantamento de dinheiro: saque bancário

Loja do Cidadão: local que agrega diversos serviços públicos

Malta: galera

Manuais Escolares: apostilas escolares

Morada: endereço

NIF/Contribuinte: CPF

NISS: inscrição no INSS

Número de Utente: número do cartão SUS

Ordenado: salário

Passadeira: faixa de pedestres

Pastilha elástica: chiclete

Part-time: trabalho parcial

Peão: pedestre

Prego: bife no pão

Presunto: presunto cru

Propina: mensalidade

Puto: menino

Queixa: denúncia

Rapariga: moça jovem

Recenseamento: cadastro eleitoral

Rebuçado: bala

Recibo Verde: MEI

Renda: aluguel

Restauração: restaurantes

Roupas de interior: cuecas

Rotunda: rotatória

Sandes: sanduíche

Sanita: vaso sanitário

Sapatilhas: tênis

Saque: roubo

Subsídio de desemprego: seguro desemprego

Subsídio de Natal: décimo terceiro

Subsídios: apoios financeiros governamentais

Sumo: suco de fruta

Talho: açougue

Telemóvel: celular

Ter piada: tem graça

Tosta mista: misto-quente

Trabalhador independente: autônomo

Utente: usuário do sistema de saúde ou de outro sistema

Verniz: esmalte de unha.

dnbrasil@dn.pt

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