Uma queixa contra Portugal será protocolada no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) em razão dos atrasos da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). A brasileira Amanda Abreu está em busca de relatos para embasar a ação.Em entrevista à Lusa, a imigrante destacou que já foram recolhidos relatos de de obstrução de justiça e "imensas denúncias de xenofobia". O pedido da brasileira ao tribunal é um só: que os prazos da lei sejam cumpridos.Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp"Para nós, esses atrasos fazem com que não tenhamos documentos e isso significa não existir, mesmo tendo um contrato de trabalho, não ter um médico, uma matrícula escolar ou carta de condução", explicou Amanda, que vive em Portugal há nove anos.A imigrante ressalta que o problema também atinge os portugueses, em outros órgãos da administração pública. "O que se passa connosco, imigrantes, é apenas um espelho do que também atinge os portugueses: um Estado que ignora, não responde. E o que estamos a pedir é que o Estado português cumpra a sua própria lei interna", afirmou.Segundo a imigrante, o objetivo do processo não é "punir Portugal, mas sim obrigar o Estado a cumprir as leis que existem na constituição e no seu sistema legal". Os relatos podem ser enviados para peticao.tribunal.internacional@hotmail.comamanda.lima@dn.pt.O DN Brasil é uma seção do Diário de Notícias dedicada à comunidade brasileira que vive ou pretende viver em Portugal. Os textos são escritos em português do Brasil.“Os serviços não estão a funcionar bem para os imigrantes”, diz bastonário dos advogados.Burocracia, xenofobia e mudanças nas leis motivam saída de estrangeiros do país